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Nova onda da covid: a variante BQ.1 é mais grave? Precisa voltar a usar máscara ou tomar 5ª dose? Tire suas dúvidas

Uma nova onda da doença chegou junto com duas subvariantes da ômicron, a BQ.1 e a XBB - Freepik
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Publicado em 10/11/2022, às 09h04 - Atualizado às 12h37 por Jennifer Detlinger, Editora-chefe | Filha de Lucila e Paulo


Os casos de covid-19 voltaram a aumentar. Uma nova onda da doença chegou junto com duas subvariantes da ômicron, a BQ.1 e a XBB, que já têm impactado a Europa, Estados Unidos, China, e começou a crescer no Brasil. A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou que uma mulher, de 72 anos, com comorbidades, morreu no dia 17 de outubro na capital, vítima da variante BQ.1.1 da ômicron, da covid-19.

Uma das mais recentes é a BQ.1, uma sublinhagem de BA.5, da Ômicron, que carrega mutações em pontos importantes do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza o monitoramento contínuo das diferentes linhagens, aponta que a cepa já foi detectada em 65 países, incluindo o Brasil, e apresenta uma prevalência de 9%.

Os dados foram liberados pela Secretaria do Estado da Saúde no Paraná
Uma nova onda da doença chegou junto com duas subvariantes da ômicron, a BQ.1 e a XBB (Foto: Freepik)

O número de testes positivos também aumentou, segundo dados compilados pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). A positividade saltou de 3,7% no começo de outubro para 23,1% na primeira semana de novembro, representando um aumento de 19,4 pontos percentuais no período.

Com esse novo cenário, especialistas orientam sobre formas de prevenção e cuidados. Consultamos o Dr. Alexandre Piva, infectologista e professor de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo, e a Dra. Ana Isabel Vieira Fernandes, infectologista e professora de Medicina do Centro Universitário João Pessoa para responder às dúvidas mais frequentes relacionadas a essa fase da doença:

O que é a nova variante e por que ela surgiu agora?

A nova variante do SARS-COV-2, a BQ.1 resulta de uma sublinhagem da BA.5 da Ômicron. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que faz o monitoramento contínuo das diferentes linhagens, aponta que a cepa já foi detectada em 65 países, incluindo o Brasil, e apresenta uma prevalência de 9%. Ela apresenta mutações na proteína Spike e superfície do Sars-Cov-2, que permite que se ligue e infecte nossas células, principalmente do aparelho respiratório. Entre estas mutações, também está a R346T, encontrada na variante BA.5 que é associada por estudos com escape imune significativo. Essa é a mesma cepa que circula hoje na Europa causando o aumento no número de casos. O vírus possui grande capacidade de mutação, originando novas variantes que se sobressaem ao longo do tempo. É um processo natural da persistência da circulação viral.

Célula infectada com a cepa Omicron de partículas do vírus SARS-CoV-2
A nova variante do SARS-COV-2, a BQ.1 resulta de uma sublinhagem da BA.5 da Ômicron (Foto: NIAID)

Quais são os sintomas da BQ.1?

Os sintomas mais comuns assemelham-se ao quadro de gripe ou Influenza: febre, dores no corpo, dor de cabeça, coriza, tosse, perda de olfato e/ou paladar.

A vacinação já feita é eficaz para proteger contra a nova variante ou será necessária a aplicação de mais uma dose?

O ideal é incentivar o reforço vacinal, pois com o passar do tempo a nossa proteção vai diminuindo gradualmente, já que muitas pessoas não receberam nem a 2ª dose. É necessário que a população esteja com seu esquema vacinal completo para a proteção contra formas graves da doença. A nova variante BQ.1 possui várias mutações na proteína Skipe, o que pode levar a escape na resposta imune vacinal além de maior resistência aos anticorpos monoclonais utilizados para o tratamento da doença. Como há escape vacinal, o ideal seria que tivéssemos uma vacina bivalente, ou seja, que contenha cepas originais e cepas da Ômicron, como a da Pfizer. Ainda não existe nenhuma movimentação até o momento no Brasil para aplicação de vacinas bivalentes.

A BQ.1 pode ser considerada mais grave do que as outras variantes?

A principal característica, assim como outras linhagens da Ômicron, é a alta capacidade de transmissão. Até o momento, a BQ.1 não tem se mostrado mais grave para as pessoas que tomaram a dose de reforço. No entanto, já existe um maior número de internações em grupos de risco e sem o esquema vacinal completo, que seria duas doses e 1 ou 2 reforços. Dos 47 pacientes internados no Rio de Janeiro com esta nova cepa, por exemplo, 92% não tomaram a dose de reforço ou dose alguma da vacina.

São Paulo retira a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes internos
O uso de máscaras é indicado para idosos, imunossuprimidos e pessoas no grupo de risco (Foto: Getty Images)

Será necessário retomar cuidados como o uso de máscaras em todos os momentos?

Em cada aumento da circulação viral e número de casos, é importante o retorno às medidas individuais de proteção. A orientação é que idosos, pessoas que passaram por transplante de órgão recente, imunossuprimidos, gestantes e crianças de baixo peso utilizem máscaras e façam a higienização das mãos. Pessoas com condições de saúde normais devem usar máscara em ambientes fechados, com aglomeração e sem circulação de ar, como em ônibus, metrôs e trens.

Os casos de gripes e resfriados também estão crescendo. Como diferenciar os sintomas?

São infecções respiratórias com muita similaridade clínica no início do quadro e os vírus do resfriado (270 tipos), gripe (Influenza) e covid estão circulando atualmente. Por isso, é necessário que se façam os testes para diagnóstico correto, já que os tratamentos são distintos e no caso positivo de covid, medidas de proteção devem ser adotadas. Nas crianças, ainda há o risco de vírus sincicial respiratório, também em circulação no país, que causa bronquiolite em crianças menores, podendo aumentar o risco de internação por essas causas.


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