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Mulher descobre condição rara após teste de DNA provar que ela não é mãe biológica dos filhos

Lydia Fairchild, de Washington, precisou de ajuda financeira do governo para conseguir sustentar os filhos - Shutterstock
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Publicado em 24/04/2022, às 09h07 - Atualizado em 27/04/2022, às 12h27 por Cecilia Malavolta, filha de Iêda e Afonso


Em 2002, uma mulher chamada Lydia Fairchild, de Washington, precisou de ajuda financeira do governo para conseguir sustentar os filhos. Para que pudesse receber o benefício, ela e os filhos foram submetidos a testes de DNA para oficializar que todos eram parentes. O resultado, no entanto, não foi o que eles esperavam.

Algum tempo depois, ela foi chamada pelo Departamento de Serviços Sociais e descobriu que os filhos que ela havia dado à luz e criado não eram os mesmos: os testes de DNA mostravam que eles biologicamente não eram família dela.

“Quando me sentei, eles vieram e fecharam a porta. E simplesmente voltaram e começaram a me perfurar com perguntas como, ‘Quem é você?'”, ela contou em entrevista à ABC News na época. Com os testes de DNA mostrando que Lydia e os filhos não eram biologicamente compatíveis, houve um segundo problema: o testes positivaram quando feitos com o pai das crianças.

Na época, Lydia chegou a ser acusada de fraude e perdeu o benefício financeiro do governo. No entanto, após se deparar com um caso semelhante, Lygia conseguiu evidências para ganhar o caso. Passaram a suspeitar, então, de um fenômeno chamado de quimerismo tetragamético.

Lydia Fairchild, de Washington, precisou de ajuda financeira do governo para conseguir sustentar os filhos
Lydia Fairchild, de Washington, precisou de ajuda financeira do governo para conseguir sustentar os filhos (Foto: Shutterstock)

O quimerismo tetragamético é uma condição em que dois óvulos separados são fertilizados por dois espermatozoides diferentes. Depois disso, um dos embriões absorve o outro durante o início de desenvolvimento da gestação. Essa condição é considerada rara e só foi documentada em 100 casos.

Foi graças ao diagnóstico que Lydia foi capaz de lutar na justiça pelo direito ao benefício e de ter seus filhos reconhecidos como dela. Após fazer mais testes diferentes, foi comprovado que ela tinha dois conjuntos diferentes de DNA.


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