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Meninos de Belford Roxo: causa da morte das três crianças é descoberta pela polícia

O inquérito foi finalizado nesta quinta-feira - reprodução/UOL
reprodução/UOL

Publicado em 09/12/2021, às 14h37 - Atualizado às 14h38 por Redação Pais&Filhos


Nesta quinta-feira, dia 09 de dezembro, a Polícia Civil fluminense esclareceu durante entrevista coletiva a causa da morte dos três meninos que desapareceram em Belford Roxo, município do Rio de Janeiro, há quase um ano. De acordo com os investigadores, os garotos foram submetidos a uma sessão de tortura por parte dos traficantes da região.

Segundo o delegado Uriel Alcântara, responsável pelas investigações, Lucas Matheus da Silva, de 9 anos de idade, Alexandre da Silva, de 11, e o amigo deles, Fernando Henrique Soares, com 12 na época, saíram de casa para brincar no dia 27 de dezembro, na comunidade do Castelar. Em algum momento daquela manhã, os três foram vistos com a gaiola de passarinhos do tio de um traficante.

O inquérito foi finalizado nesta quinta-feira
O inquérito foi finalizado nesta quinta-feira (Foto: reprodução/UOL)

Já por volta das 13h, as crianças foram vistas novamente na feira de Areia Branca, a cerca de 3 km de onde moravam, sem a gaiola nas mãos. No retorno para casa, horário não especificado pelo delegado, todos foram capturados e, em seguida, condenados pelos criminosos em uma espécie de tribunal do crime.

“Eles foram torturados. Pode-se chamar de tortura. Em algum momento um deles falece, e eles acham que a solução daquele caso seria matar os outros dois e chamar alguém para levar os corpos para fora da comunidade”, afirmou Uriel Alcântara, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Depois disso, os traficantes se dirigiram a um bar montados em duas motos e pediram que um conhecido levasse os corpos de carro. Na sequência, eles subiram a comunidade, colocaram sacos pretos no porta-malas e então jogaram os corpos de Lucas, Alexandre e Fernando em um rio próximo, informou a polícia. Até o momento da produção dessa matéria, os corpos das crianças não foram encontrados.

A polícia indiciou cinco pessoas por participação nas mortes das crianças,  sendo que 16 foram detidas nesta quinta. Houve ainda duas prisões em flagrante.

Relembre as investigações

No dia 30 de julho, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) encontrou ossos, que se parecem com costelas, dentro de um saco preto em uma região próxima a uma ponte de Belford Roxo. A região seria o local onde os corpos de três meninos desaparecidos teriam sido deixados.

Segundo informações do G1, o material foi levado para perícia e pode demorar, pelo menos, sete dias até que a análise seja concluída. Junto com os ossos, também foram achados fios de cabelo. Fontes da Polícia Técnico-Científica disseram que a investigação será realizada no setor de antropologia do Instituto Médico Legal.

A Polícia Civil está investigando o caso (Foto: reprodução/UOL)

Vale lembrar ainda que não é descartado a possibilidade de uma ossada animal, justamente pelo estágio avançada da decomposição. Depois de sete meses de investigação, um homem foi até a polícia e acusou o próprio irmão pela ocultação dos corpos.

As crianças desaparecidas são: Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique de 12. Eles sumiram no dia 27 de dezembro, após saírem de casa para brincar. O saco com a ossada teria sido jogado de uma ponte.

Uma arcada ossada foi encontrada no local onde possivelmente os corpos teriam sido (Foto: reprodução / G1)

Entenda o caso

Três meninos desapareceram em Belford Roxo, Baixada Fluminense, no domingo, 27 de dezembro. Eles estavam estavam brincando em um campo de futebol perto da casa. Uma vizinha e amiga da família contou que era um hábito os meninos irem ao local.

Os três meninos desapareceram quando foram jogar futebol (Foto: iStock)

Ela também alertou sobre as informações falsas que os pais receberam na época em entrevista para a UOL: “Falaram que estavam na feira de Areia Branca, falaram já que estavam no Centro de Duque de Caxias e até no Aeroporto Santos Dumont. A gente corre para os lugares e não acha”.

O tio de Fernando, Anderson Caetano, também confirmou que os meninos não costumam sair sozinhos pela cidade. “Já rodamos tudo por aqui e não encontramos eles. Desapareceram por volta de 10h. Nós fizemos o boletim de ocorrência ontem, após 24 horas desaparecidos, avisamos ao Conselho Tutelar e até agora nada”, lamentou.


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