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Mais da metade das meninas na América Latina não se sente à vontade para falar sobre menstruação

Muro com o desenho do sistema reprodutor feminino é uma intervenção artística da ação - Divulgação
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Publicado em 31/05/2022, às 15h29 por Redação Pais&Filhos


Hoje, cerca de 30% da população brasileira menstrua, segundo dados do relatório “Livre Para Menstruar” da ONG Girl Up. Esse número representa mais de 60 milhões de mulheres. Ainda assim, a menstruação é tratada como um tabu e vem cercada de medos, falta de informação e direitos básicos para diversas meninas Brasil afora.

Só para se ter uma ideia, 1,24 milhão de meninas brasileiras não têm papel higiênico disponível nos banheiros das escolas onde estudam. O relatório “Pobreza Menstrual no Brasil: Desigualdades e Violações de Direitos”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostra ainda que meninas de 10 a 19 anos já deixaram de realizar alguma atividade (estudar, fazer tarefas domésticas, trabalhar ou até mesmo brincar) por problemas menstruais.

Para promover a educação, questionar estigmas e mobilizar iniciativas para a erradicação da pobreza menstrual e da desinformação, a marca Intimus, que faz parte do guarda-chuva de produtos de cuidado e higiene pessoal da Kimberly-Clark, lançou o movimento #MenstruaçãoSemCensura. A marca, que tem o apoio da ONG Plan International, está implementando diversas ações na América Latina que têm como objetivo incentivar a não censura ao ciclo menstrual nas redes sociais, ajudando na conscientização de que a menstruação é algo natural, e que é necessário falar e questionar os estigmas relacionados ao ciclo menstrual.

Neste Mês da Higiene Menstrual, a campanha #MenstruaçãoSemCensura traz debates sobre menstruação e até mesmo intervenções culturais. “O sangue menstrual deve ser tratado de forma natural, saudável. É biológico. Não há motivo para censurar imagens com menstruação em redes sociais, pois não se trata de um conteúdo sensível ou que precisa ficar escondido”, diz Ronaldo Art, diretor de marketing da Kimberly Clark no Brasil.

Muro com o desenho do sistema reprodutor feminino é uma intervenção artística da ação
Muro com o desenho do sistema reprodutor feminino é uma intervenção artística da ação (Foto: Divulgação)

A marca convidou a artista visual Kari (@7kari) para desenhar o sistema reprodutor feminino em um muro, localizado em São Mateus, zona leste de São Paulo. Além disso, um time repleto de influenciadoras como Thaynara OG e Camila Pudim irão dar mais força para o movimento nas redes.

Também serão promovidas mesas redondas com 120 jovens, que serão realizadas por especialistas e aliados da Plan International em escolas públicas do Brasil, localizadas nas cidades de Camaçari e Salvador, na Bahia. Nessas ocasiões, a marca ainda distribuirá produtos de higiene menstrual e folhetos com conteúdo educativo sobre menstruação e saúde íntima.

Quem ficou responsável pelo desenho foi Kari, uma artista visual
Quem ficou responsável pelo desenho foi Kari, uma artista visual (Foto: Divulgação)

“Não é aceitável que quem menstrua continue a viver experiências limitantes, que impossibilitem a educação, o cumprimento de seus compromissos de trabalho ou uma vida cotidiana plena. A menstruação não pode ser um impedimento para o desenvolvimento e aspirações pessoais”, enfatiza Allan Sneider, Diretor de Marketing da Kimberly-Clark para América Latina.

Menstruação não deve ser um estigma

Uma pesquisa realizada pela marca Intimus em maio de 2022, por meio de suas contas locais do Instagram, em países da América Latina, com 1.469 mulheres mostrou que:

  • Mais de um terço das mulheres acredita que o momento em que está menstruando, pode mostrar “fragilidade”;
  • Mais da metade não se sente confortável para falar sobre a menstruação com homens, sendo: 44% a vontade para falar com qualquer um; 43% a vontade para falar com uma mulher; 13% não se sente à vontade para falar com ninguém;
  • 70% das entrevistadas acreditam que os homens não se sentem à vontade para falar sobre o tema;
  • Três a cada dez mulheres não costumam ver conteúdo em que o tema é abordado naturalmente.

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