Família

Kate e William anunciam a 3ª gravidez

E os casais comuns, como decidem ter o terceiro filho?

Luiz Pimentel

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(Foto: Shutterstock)

A notícia chegou hoje cedo e já é um dos assuntos mais comentados da internet. Kate Middelton está grávida do terceiro filho e, como nas duas gestações anteriores, está cumprindo um repouso forçado por conta dos fortes enjoos. Depois de um menino, George, o fofo herdeiro do trono britânico, e de uma menina, Charlotte, que é a queridinha dos fãs da família real, os debates pós-anúncio oficial giram em torno do sexo do bebê e, mais fortemente, se é loucura ou não ter três filhos nos tempos atuais.

A duquesa e o príncipe nunca negaram, nem confirmaram, a vontade de ter mais um bebê, mas a torcida por outro pequeno príncipe ou pequena princesa sempre existiram. E a gente ficou aqui pensando, o que motiva pais e mães a enfrentar a aventura que de ter um terceiro filho? Aparentemente, ter até duas crianças é perfeitamente aceitável na sociedade, ninguém questiona. O número três, ao contrário, quando anunciado, parece um furacão.

“Bom, para mim foi um susto, um choque. Estava tomando anticoncepcional e quando descobri, fiquei de cama, com meu lado direito todo paralisado” ilustra bem Daniela Monreal, mãe da Maria Eduarda, 11 anos, Manuela, 9 anos e Mariana, 6 anos. A reação faz sentido. A sensação geral é que três filhos é o dobro de dois. O orçamento explode em proporções estratosféricas e questões práticas e cotidianas podem virar um problemão. “Além da questão financeira, eu pensava em coisas do tipo: só tenho duas mãos, como farei com três filhos? Ou, como vai caber em um carro? Ou, a maioria dos hotéis só aceita duas crianças no mesmo quarto dos pais. Essas coisas bobas, mas que na prática pegam”, aponta a jornalista Mirella Consolini, mãe de Isabella, 9 anos, Beatriz, 6 anos e Lorena, 1 ano e 4 meses.

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No entanto, com todas as dificuldades que podem aparecer, a vontade de aumentar a família, encher a casa de filhos e depois netos, ou buscar um menino, quando só se tem meninas – ou o contrário – é mais forte para esses casais que foram atrás do terceiro. A Julia Melnick, mãe da Livia, 4 anos e Laura e Eduardo, 1 ano e 10 meses, explica que “Sempre quis ter três filhos. Somos de família grande. Mas tive sorte por a segunda gravidez ser de gêmeos, porque os três estão na mesma fase e curtindo junto os mesmos programas. Se não fosse, eu iria demorar mais para ter o terceiro filho” E Clarice Tenenbaum confirma e concorda: “Somos de famílias grandes. Sempre soubemos que queríamos nossa família grande também. Decidimos ter logo os três em “escadinha” pois apesar de ser bem confuso e cansativo agora, em breve eles vão crescer e teremos uma família na mesma vibe, as crianças estarão sempre juntas nas mesmas fases, programas parecidos, os amigos de um serão amigos do outro. Ou seja, cresceremos todos juntos em família!”. Ela é mãe do Lucas, 5 anos, Marina, 3 anos, e Alice, 1 ano.

Tudo muito lindo e poderoso, mas e p momento de decisão mesmo, como é? “A decisão de ter o terceiro filho foi sendo amadurecida desde que minha filha do meio tinha 2 anos. Tinha momentos em que eu queria e meu marido, não. Em outroa, rolava o contrário. Ele queria e eu não. Até que um belo dia, ambos estavam com muita vontade e decidimos tentar. Ele ainda queria tentar um menino, mas a decisão já estava bastante amadurecida pra que se não viesse um meninos, ótimo! Estaríamos felizes também!”, lembra Mirella. E finaliza: “Nenhum perrengue é realmente sério. O que importa é que quero chegar na velhice com a casa cheia de filhos e netos”.

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