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Introduzir alimentos que tenham amendoim para bebês entre 4 e 6 meses pode reduzir alergias, diz estudo

Introduzir alimentos que tenham amendoim para bebês entre 4 e 6 meses pode reduzir alergias, diz estudo - Pexels
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Publicado em 20/03/2023, às 10h48 por Redação Pais&Filhos


A gente que é mãe sabe: não tem coisa pior no mundo do que ter que correr com o filho pro hospital sem saber o que está acontecendo com a saúde dele. A coisa fica ainda pior quando a suspeita é algum alimento que ele ingeriu. Hoje, milhares de mães têm que mudar suas rotinas, adaptar todas as refeições e até mudar suas próprias dietas para dar melhor qualidade de vida aos seus filhos com alergia alimentar.

Introduzir alimentos que tenham amendoim para bebês entre 4 e 6 meses pode reduzir alergias, diz estudo (Foto: Pexels)

A alergia

Ela é uma reação exagerada do sistema imunológico, as famosas “células de defesa”, em relação à alguma proteína de um alimento. Mais comum de se desenvolver na infância, as alergias acometem de 6% a 8% das crianças com menos de 3 anos de idade e 2% a 3% dos adultos, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Alguns sinais já costumam surgir no início da vida e os principais sintomas vão desde inchaço, diarreia, tosse, falta de ar, até os mais graves, como o choque anafilático, que pode ser fatal se não for tratado com urgência.

Pesquisa

De acordo com um estudo publicado pelo Journal of Allergy and Clinical Immunology, dar pequenas quantidades de manteiga de amendoim para bebês com idades entre 4 e 6 meses de idade pode gerar uma redução de 77% nos casos de alergia. A análise, que foi conduzida pela Universidade de Southampton, o King’s College de Londres e pelo braço de pesquisa do NHS, atrasar a introdução de alimentos à base de amendoim até que a criança tenha 1 ano de idade reduziria os casos de alergia em 33%.

Três colheres de chá de manteiga de amendoim por semana reduzem ocorrência de alergias, dizem especialistas (Foto: Pexels)

Eles dizem que os pais devem começar oferecendo pequenas quantidades de frutas ou vegetais. Então, quando o bebê estiver mais confortável, cerca de três colheres de chá cheias de manteiga de amendoim por semana devem ser introduzidas e mantidas por anos. No entanto, ele afirmou que esta seria uma “intervenção simples, de baixo custo e segura” que “traria grandes benefícios para as gerações futuras”.

Como identificar uma alergia alimentar?

Para fazer um diagnóstico, é preciso fazer uma investigação clínica com um especialista. “A primeira etapa é a análise minuciosa sobre a relação causal entre a ingestão do alimento, o aparecimento dos sintomas, quais são esses sintomas e a reprodutibilidade, ou seja, quantas vezes acontece quando o organismo entra em contato com aquele alimento“, explica Renata Buzzini. Depois, é a vez de fazer exames laboratoriais específicos. A terceira etapa é constituída de uma análise do especialista das fases anteriores. Com isso, existem duas possibilidades de caminho para tomar: seguir para fase direta de exclusão daquele alimento ou fazer Teste de Provocação Oral (TPO). “O mais assertivo para o diagnóstico é fazer o teste e, após isso, excluir esse alimento do consumo. Se essa eliminação aliviar os sintomas do paciente, ele é exposto novamente ao teste para verificar se os sintomas ocorrem de novo”, disserta Renata.

E o tratamento, como fica?

A especialista afirma que o tratamento desse tipo de inflamação consiste em eliminar da alimentação aquela substância que está causando a alergia e, em alguns casos, investir em uma imunoterapia. “Ao avaliar o efeito de excluir aquela comida da rotina, os médicos devem considerar o fato de que as sensibilidades alimentares podem desaparecer espontaneamente”.

O que fazer caso um bebê ou criança tenha alergia a algum alimento?

O primeiro passo é interromper imediatamente a alimentação com aquela comida para aliviar os sintomas causados por essa reação. A criança só poderá tomar um medicamente se já tiver prescrição médica. Casos mais graves, como sensação de falta de ar ou dificuldade para respirar, devem ser encaminhados para um especialista e mantidos sob observação contínua até que os sintomas aliviem ou desapareçam. Caso contrário, uma hospitalização será necessária.

Preciso sinalizar para a escola que meu filho tem uma alergia alimentar?

Renata Buzzini explica que existem muitos pontos a serem levados em consideração. A escola tem um papel importante nesse caso e tudo começa no primeiro contato que a instituição tem com os pais daquela criança. “Ela deve solicitar informações sobre alergias e intolerâncias e passar essas informações para o professor responsável. Realizar atividades sobre o tema, especialmente com turmas que possuem alunos alérgicos, é uma importante estratégia para prevenção”. 

É importante evitar frases que rotulem e excluam aquela criança com restrições e assustem os colegas, como “você não pode porque é alérgico” – nesse caso, vale conversar de maneira explicativa sobre o porquê aquele alimento está sendo evitado (Foto: Pexels)

Vacinação de mãe para filho

Confira o evento de parceria entre a Pais&Filhos e a GSK sobre a importância das vacinas para a proteção e saúde da família toda:


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