Família

Dia de santo

No Dia de Santo Antônio a festa é garantida

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Desde que me conheço por gente, minha família celebra os festejos do Dia de Santo Antônio. Meus pais levavam a quantidade de anos de casamento em pães para serem benzidos. Aproveitávamos a quermesse e saíamos com um pedaço do famoso bolo de Santo Antônio.

Certa vez, alguns anos depois que me casei, minha mãe não pode ir, e pediu que eu levasse minha idade em pãezinhos. E assim comecei minha própria jornada nessa devoção. Se bem que quando mais nova, já fazia minhas simpatias com o pobre do santinho que, sabe-se lá porquê, tem fama de casamenteiro. Mas ele é padroeiro mesmo é das famílias.

Depois que passei a ir com meus filhos à festa de Santo Antônio, ficou difícil levar tantos pães: filhos, bolsa, carrinho, três sacos de pães… Mesmo com a ajuda do marido, que também abraçou a causa devocional, fica difícil levar mais que 15 pães.

Hoje, dia de Santo Antônio, lá na quermesse,  me peguei olhando para o mastro, aquele que é erguido marcando-se o início dos festejos juninos, pensando em como era importante minha família estar unida ali: marido e filhos presentes, pais, sogros, irmãos e compadres, todos simbolizados nos pãezinhos bentos que eu estava levando para eles.

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E confesso que fiquei emocionada em ver meu filho rezando o Santo Anjo ao pé de Santo Antônio. Minhas crianças ainda não entendem o real significado disso tudo, e acham que toda aquela movimentação é pelo churrasco, pela maçã do amor e pela pescaria com direito a prenda.

Talvez nenhum deles siga essa tradição familiar, e isso se perca por aí.

Mas, com licença, que agora é hora de eu comer o bolo, torcendo para ter pegado um pedaço com a imagem do santo. Assim, posso fazer um pedido: o de que esse legado continue a ser transmitido a meus descendentes.