Família

Amor de mãe três vezes

Com tantos bisnetos que daria para formar um time de futebol, a bisa Benedita é mesmo bendita

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

“Eu nunca pensei que um dia poderia conhecer um bisneto. Sabe como é, a gente vai vivendo, nem vê o tempo passar… Quando vai ver, está com 90 anos e uma família enorme. Eu tenho muito orgulho de tudo o que construí com meu falecido, porém eterno amor, Jair. Sou mulher simples do interior, mas, graças a Deus, construímos uma família com nome honesto e reconhecido em nossa cidade. Sabe, se tem uma coisa de que me orgulho é da minha família, que é muito unida… Acho que isso me dá vontade de viver. Me mantém firme e forte. Feliz. Tenho muitos porta-retratos e dois murais de fotos em casa onde eu paro por alguns minutos, todos os dias, e fico olhando meus sete filhos, dezesseis netos e dez bisnetos; bom, agora serão onze, porque um de meus netos será pai. Pois é, quanta gente, né? Já tenho um time de futebol completo só de bisnetos. Quem diria? E pensar que, quando era mais nova, achava que jamais fosse conhecer algum deles.

Meu primeiro bisneto é neto da minha filha mais velha, Maria, e ele se chama Caíque. Hoje, já tem 19 anos. Quando a Roberta, minha neta, engravidou de Caíque eu senti uma alegria que só Deus sabe. Pensava na beleza da vida, em como nosso amor vai se multiplicando a cada membro da família que nasce. Pensei na felicidade da minha filha que seria avó, e eu sei a emoção que é ser avó. Afinal, senti essa alegria por dezesseis vezes. Caíque nasceu depois de um período difícil para todos nós, já que perdemos o Jair e um de meus netos, Marco Aurélio. Os dois se foram há 20 anos e aquela tristeza toda da perda de pessoas tão queridas e amadas foi amenizada com o nascimento de um menino lindo, que trouxe alegria e renovação.

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Depois do Caíque veio a Carla, sua irmã. Minha primeira bisneta. Outra alegria, mais uma bênção. Depois da Carla veio a Walesca, com poucos meses de diferença. Ah! Como eram bonitinhas. Hoje, a Carla e a Walesca já são moças feitas, estão prestando vestibular. Como a infância passa rápido! Aí, já viu, já faço minhas novenas para as duas… Elas são muito estudiosas, merecem passar. E dizem que reza de bisavó é especial. Aliás, já rezei pelos 15 netos, todos estudaram fora, fizeram faculdade e hoje estão encaminhados na vida. O jeito mesmo, agora, é cuidar das novenas para os bisnetos. O Caíque já passou, vai ser engenheiro.

Depois dos três vieram o Frederico, irmão da Walesca, e a Clara, irmã mais nova de Caíque e Carla. Todos os cinco são netos da minha filha Maria. E por muito tempo foram meus únicos bisnetos.

Foi quando minha neta Francielly engravidou de Mariana. Ah! Outra alegria. Eu fiquei muitíssimo feliz, porque criei a Fran e me senti uma avó-bisavó daquela menininha linda. E, agora, era a minha filha mais nova, Gircélia, que estava ganhando uma neta… Só alegria!

Depois veio a Maria Clara, filha da minha neta Marina, neta da minha filha, Gircélia. Ô menina sapeca! E logo depois a minha neta Ana Paula, filha do meu filho Edir, engravidou da Júlia. Uma doçura de bisneta.

E, por último, vieram minhas bisnetas mais novas, a Bruna, de 1 ano, filha da Ana Paula, e a Maria Luísa, de 6 meses, filha da Marina. As duas são a atração de qualquer reunião de família. No dia do meu aniversário de 90 anos, em agosto deste ano, descobri que mais um bisneto está a caminho, foi meu melhor presente! Ai, gente, é muito nome para uma história só. Mas, acredite, cada nome desses é um orgulho.

Perguntaram para mim: o que é ser bisavó? Difícil explicar. Ser bisavó é ser mãe TRÊS vezes, já imaginou a doçura desse sentimento? É ainda melhor que ser avó. Bisa é aquela avozinha que os bisnetos vêm para dar beijo, pedir bênção, biscoito, para me pedir para fazer macarronada especial… Acredito que bisneto é a continuação do amor que parece infinito. Quando penso em meus bisnetos, penso em alegria, em bênção, em vida. Sou Benedita, acredito que bendita e abençoada. E os meus bisnetos, eles são puro amor no meu coração de bisa”.