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Aluno que fez ataque à escola de Sapopemba teria recebido instruções para atirar

Trecho da conversa mostra os integrantes irritados com o resultado do ataque - Reprodução/Metrópoles
Reprodução/Metrópoles

Publicado em 28/10/2023, às 11h25 por Marina Teodoro, Editora de digital | Filha de Ana Paula e Gilberto


O autor dos tiros que matou uma aluna na Escola Estadual Sapopemba, na região leste de São Paulo, teria recebido instruções para fazer o ataque, conforme mostram imagens obtidas pelo Metrópoles neste sábado, 28 de outubro. Nos prints de uma conversa em um grupo na plataforma de mensagens Discord, o jovem fala sobre a intenção de fazer um "massacre" e pede ajuda para outros usuários sobre como executar o plano.

A conversa mostra o adolescente informando o grupo, um dia antes do ataque, que iria fazer o que ele chama de "missão", e os integrantes se mostram empolgados com a notícia. O autor do ataque ainda diz que faria "bem melhor que o daquele moleque lá", se referindo ao executado ataque à Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, que ocorreu em março, e um menino de 13 anos esfaqueou e matou a professora Elisabeth Tenreiro, e deixou outras duas feridas.

As conversas também mostram os integrantes do grupo incentivando o adolescente a gravar o ataque. Ele fica receoso porque não sabe muito bem como fazer isso e acha que pode atrapalhar seu objetivo, então no dia ele até faz uma transmissão ao vivo no grupo enquanto estava no banheiro, antes de fazer os tiros, mas encerra logo em seguida.

Conversa que mostra adolescente planejando o ataque
Trecho da conversa que mostra o grupo incentivando o adolescente a gravar o ataque (Foto: Reprodução/Metrópoles)

Em outro trecho, já no dia do ataque e depois do ato ter ganhado repercussão da mídia, os integrantes se mostram desapontados com o resultado do ataque. Uma pessoa diz: “Uma morte cara, q cara merda [sic]”, enquanto outro usuário defende o adolescente: “Tem q respeitar q ele fez com uma gaúchinha [sic]”. Um dos participantes comenta: “Difícil superar Columbine”, e alguém responde: "Sim, mas porra, uma morte?? Nem 5? É só atirar”.

Medo de serem descobertos

Algum tempo depois, os integrantes começaram a demonstrar preocupação em serem descobertos pela polícia. O líder do grupo chegou a tranquilizar os participantes: "Só quero esclarecer que não temos envolvimento com o acontecido hoje de manhã! A pessoa que fez entrou no server já com o objetivo de cometer o crime! Ninguém incentivou, ele fez porque quis e tava planejando fazia tempo! Mesmo antes da [nome do grupo] existir”. 

No entanto, a maioria dos participantes decidiram mudar suas configurações em seus dispositivos para dificultar o trabalho da polícia, caso a conversa chegasse até as autoridades – o que de fato aconteceu. A Polícia Civil de São Paulo e do Laboratório de Crimes Cibernéticos do Ministério da Justiça estão em posse das conversas.

De acordo com a plataforma de mensagens Discord, onde os usuários conversavam sobre o ataque, medidas foram tomadas depois que o caso aconteceu. "Ódio e violência não têm lugar no Discord e estamos comprometidos em combater a violência e o extremismo", afirmou a empresa por nota. O pronunciamento na íntegra está ao final da matéria.

Ataque à escola

Na segunda-feira, 23 de outubro, um aluno foi responsável por um ataque com arma de fogo na Escola Estadual Sapopemba, na região leste de São Paulo. As câmeras de segurança do local contradizem o relato dado pelo autor do crime.

Na versão do adolescente, Giovanna Bezerra foi morta acidentalmente, pois o alvo dos ataques seriam dois meninos que praticavam bullying por ele ser homossexual. Segundo o criminoso, no momento em que ele foi atirar nos meninos, a vítima entrou na frente. ''Ela achou que a arma era de brinquedo'', disse o  advogado do rapaz, em entrevista ao Metrópoles.

Fachada da Escola Estadual Sapopemba
Fachada da Escola Estadual Sapobemba, na Zona Leste de São Paulo (Foto: Reprodução/Google Maps)

Porém, esse exato instante foi capturado pelas câmeras de seguranças e as imagens desmentem o adolescente. Na filmagem, a vítima estava caminhando em direção à escadaria quando o atirador chega por trás e atira na nuca da garota, em uma distância menor que um metro.  No vídeo, não é visto mais ninguém na frente do adolescente. 

Em outro vídeo, o autor do crime entra em uma sala de aula cheia de alunos e aponta o revólver diretamente para as meninas. Outras duas estudantes de 15 anos foram baleadas, sendo que uma delas já recebeu alta, enquanto a outra está fora de risco.

Muros da Escola Estadual Sapopemba
O atirador era aluno do primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Sapopemba (Foto: Reprodução/Google Maps)

No relato para a polícia, o atirador disse que agiu por conta própria e os alvos foram aleatórios. Contudo, o advogado Antonio Edio disse que em versão anterior, o jovem havia falado que os alvejados eram os dois praticantes de bullying. 

Segundo o advogado, o atirador afirma estar arrependido. ''Principalmente em relação ao disparo que ele acertou na moça'', disse.  

Relembre o caso

Na manhã de segunda-feira, por volta das 7h30, um estudante de 16 anos do primeiro ano do ensino médio chegou armado com um revólver calibre 38 na Escola Estadual Sapopemba. Em seguida, ele entra uma sala de aula e começa a ameaçar os alunos que assustados,  gritam e fogem. Ele pegou a arma e quatro munições escondido do pai no fim de semana. Depois do atentado, a coordenadora pedagógica o controlou até a polícia militar chegar na escola. 

Posicionamento do Discord

"Nossos mais profundos sentimentos vão para as vítimas e suas famílias. Ódio e violência não têm lugar no Discord e estamos comprometidos em combater a violência e o extremismo. Nossa dedicada equipe de segurança, que representa mais de 15% do total de nossa empresa, usa uma combinação de ferramentas e medidas de segurança para manter fora da plataforma atividades que violam nossas políticas.

Não recebemos nenhuma denúncia de usuário ou informação de inteligência antes da ocorrência do incidente. Assim que nossa equipe de segurança tomou conhecimento da situação e obteve informações acionáveis, investigamos imediatamente e agimos em 20 minutos. Excluímos a conta do usuário, excluímos o servidor onde a conversa aconteceu, removemos o conteúdo relacionado e banimos ou avisamos outras contas envolvidas. Continuamos a colaborar com as autoridades policiais, incluindo o compartilhamento de informações sobre contas associadas que ameaçam ou glorificam a violência.

Discord é uma plataforma de mensagens onde as pessoas conversam e se divertem com seus amigos. A grande maioria dos bate-papos em grupo no Discord são apenas para convidados e com menos de 10 membros. No Brasil, 99% dos usuários do Discord não violaram nossas políticas nos últimos 6 meses. Continuamos comprometidos em tornar o Discord e a Internet mais seguros, auxiliando as autoridades policiais e colaborando com nossos parceiros no Brasil.

Como esta investigação está em andamento, não podemos compartilhar nenhuma informação adicional neste momento."


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