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Bebês prematuros internados precisam de leite materno. Você pode ajudar!

Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano/FIOCRUZ, realiza campanha nacional

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Foto: Divulgação

No Brasil nascem, aproximadamente, três milhões de bebês por ano, sendo que 250 mil vêm ao mundo prematuros e com baixo peso (menor de 2,5kg). Muitas dessas crianças precisam ficar internadas assim que nascem, até terem condições de ir para a casa. Esses recém-nascidos têm melhores chances de sobrevivência e recuperação se a alimentação com leite humano for ofertada. Mas, em geral, por serem muito pequenos, eles têm dificuldade de sugar o seio da mãe e por isso precisam da doação de leite materno.

No entanto, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir apenas 60% da demanda para os recém-nascidos internados. Isso significa que 40% dos bebês que precisam não podem contar com o leite materno na sua alimentação. Por isso o Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano/FIOCRUZ, realiza todos os anos uma campanha, para sensibilizar mulheres que amamentam para que doem leite.

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. Também não existe uma quantidade mínima para fazer a doação. Apenas um pote de leite humano, por exemplo, por alimentar até 10 recém-nascidos internados.

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O Brasil possui 221 bancos de leite humano e 186 postos de coleta, em todos os Estados e no Distrito Federal. Nossos bancos de leite são considerados referência internacional, através da promoção e apoio à amamentação e o uso de técnicas de baixo custo. O modelo brasileiro é reconhecido mundialmente pelo desenvolvimento tecnológico inédito que alia baixo custo à alta qualidade, além de distribuir o leite humano conforme as necessidades específicas de cada bebê, aumentando a eficácia da iniciativa para a redução da mortalidade neonatal.

Durante a campanha de 2016, foram coletados 182 mil litros de leite, vindos de 171 mil mulheres. Esse leite beneficiou 165 mil bebês prematuros. Neste ano, o Ministério da Saúde deseja que a adesão seja ainda maior – faça a sua parte e convide as amigas que amamentam a fazer o mesmo.

 

Mitos e verdades sobre doar leite

Se eu doar o meu leite, sobrará menos para o meu bebê.

MITO. O que ocorre é justamente o contrário. O organismo produz o leite na medida em que ele é demandado. Ou seja, quanto mais a mulher amamenta ou tira o leite, mais ela o produz.  Essa é o funcionamento normal do organismo: assim que a mama é esvaziada, o corpo recebe um sinal para preparar mais. Portanto, se você amamentar e doar leite, estará estimulando ainda mais o seu organismo nesse sentido.

 

Há uma forma específica para tirar o leite para a doação.

VERDADE – Sim, mas é bem simples. Primeiro, separe um frasco limpo de vidro, com boca larga e tampa de plástico. Retire o rótulo e o papelão da parte interna da tampa. Lave bem lavados com água e sabão. Depois, ferva-o por 15 minutos e seque-o sobre um pano limpo, sem colocar as mãos na parte interna do vidro. Depois, lave as mãos, os braços (até o cotovelo) e as mamas, e seque-os com uma toalha limpa. Cubra o cabelo com uma touca. Nariz ou boca também devem ser cobertos com um pano ou uma fraldinha limpos. Pronto, tudo certo para retirar o leite.

 

Posso amamentar primeiro e só depois retirar o leite para doar.

VERDADE – Sim. O leite doado pode ser retirado antes ou depois do aleitamento. Também não importa o horário. A única orientação nesse sentido é que a seguinte: despreze as primeiras gotas ou jatos de leite. Após isso, colete normalmente.

 

Para doar leite, a mulher deve seguir uma dieta alimentar específica.

MITO – Não é preciso, porém, tanto para amamentar o próprio bebê quanto para doar leite, o melhor é seguir uma alimentação saudável, balanceada e nutritiva, assim como manter a hidratação através da ingestão de água.

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