Colunistas

Sem chá de fraldas

Depois de ver a planilha do chá de fraldas do primeiro filho, a colunista Nanna Pretto optou por não fazer a festa para o segundo

Aposto que vão falar que desisti do Chá de Bebê porque Rafael é o segundo filho. De fato, nessa segunda leva a gente tem mais experiência e um parâmetro de referência. Mas nãé só isso. No primeiro, fizemos uma festa, juntamos amigos e parentes, bem coisa de baiano, para mais de 100 pessoas, com música ao vivo, carrocinha de guloseimas e mil e uma lembrancinhas. A festa foi deliciosa, claro. E cara. Meninas contribuíram com fraldas, meninos com itens selecionados numa lista de chá de bebê. Resultado: um encontro delicioso. Mas para o propósito da festa, um fracasso. Ganhamos muitas fraldas, Gabriel se adaptou a poucas delas, não consegui trocar muitos pacotes e, poucos meses depois, lá estava eu fazendo meu estoque de novos pacotes (selecionando a marca e tamanhos que a gente usaria). 

Isso me traumatizou um pouco. Não que eu tenha feito o Chá de Fraldas unicamente para arrecadá-las. Mas poxa, é o momento que a mãe tem de fazer a sua reserva, certo? E isso foi meio que determinante (além da preguiça de organizar um evento em pleno verão e na correria de fim de ano) para optarmos por não fazermos o chá, e sim usarmos a grana para complementarmos nosso enxoval e montarmos o estoque de fraldas dentro dos parâmetros que realmente gostamos (marca x, quantidade y, modelo z). 

E aí eu me deparei com inúmeras mudanças das marcas e modelos, nesse intervalo de 5 anos entre uma gravidez e outra. Uma fralda tamanho RN de uma marca específica que Gabriel super se adaptou, já não existe mais. Por outro lado, todas as fabricantes têm fraldas tamanho RN. Então rolou uma pesquisa nas redes sociais para saber qual a mais usada pelas amigas mães. Agora tem fralda até 24 quilos, na época de Gabi ia até 18, 20 quilos.  A fraldinha verde diurna-noturna, que a gente AMAVA, não existe mais. Entrou uma roxinha conforto total no lugar, que parece estar ganhando na preferência das mães. E as tradicionais de personagens, parece que também subiram no conceito, pois tem muita gente falando bem, diferente de quando meu mais velho era recém-nascido. 

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Ou seja, muita coisa mudou. E isso me deu ainda mais certeza de que juntar a grana e comprar as levas de fraldas em pequenos estoques foi o mais acertado. Vai que a marca que eu acredito ser a melhor não serve para o meu bebê? E se o tal tamanho RN for muito pequeno e eu tenha que já pular pro XP? E se a fralda roxinha der assaduras e a de personagem vazar? A gente nunca sabe… 

Para facilitar a vida, eu fiz uma planilha das fraldas que encontrei por aí com seus respectivos tamanhos e preços sugeridos. Está lá no blog para quem quiser ver! E vou fazer o test drive das marcas e modelos, seguindo alguns conselhos de mães amigas e do que eu acredito ser legal. Assim acho que monto o estoque de Rafael com segurança e sem desperdício. 

Ah, a festa? Deu vontade, sim. Me arrependi depois, no quesito emoção, de não ter reunido os amigos.É aquela máxima: tem coisas que o dinheiro não compra. Eu queria ter juntado as amigas, a família, ter feito uma farrinha em casa para comemorar a chegada de Rafa. Acabei abrindo mão, pela preguiça e contenção de gastos, mas o coração sentiu.  Aí veio o mês de férias, calor, 38 semanas. Veio o standby pré-parto e já era! Agora é esperar o mocinho nascer e, quem sabe, usar o batizado para ter uma desculpa de juntar todo mundo e comemorar. Opa! Boa ideia! 🙂

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