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Saiba quando é a melhor hora para levar o filho ao ortopedista e algumas curiosidades ortopédicas

Redação Pais&Filhos

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Se seu filho não nasceu com nenhuma alteração postural, na pisada ou alterações nos membros inferiores, dificilmente você já foi atrás de um ortopedista. Isso porque o especialista costuma ser procurado só em alguns casos específicos, ou quando a criança sofre algum trauma mais grave como batida ou queda – e isso acontece aos montes depois que ela começa a andar!

O ortopedista e chefe do grupo de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa de São Paulo, Dr. Miguel Akkari, pai de Paula e Gabriela, explica que, além das alterações de desenvolvimento, a consulta com o especialista só acontece em alguns casos, como quando a criança tem alguma luxação devido ao parto. Caso contrário, os pais podem esperar pela indicação do pediatra. “Se não houver nenhum problema após o nascimento, o pediatra indicará qual o melhor período para ela ir ao ortopedista, já que possui uma relação forte com a criança. Normalmente é por volta dos 2 anos”, diz.

Normalmente, a primeira consulta ao ortopedista acontece após os 2 anos, mas caso a criança apresente alguma alteração ao longo do seu desenvolvimento, a ida ao médico pode se antecipar. Dr. Miguel lembra que dores nas lombares são mais preocupantes e, geralmente, são motivos relevantes para as crianças irem mais cedo ao consultório do ortopedista.

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Dor de crescimento: vou correndo para o ortopedista?

Apesar de toda criança reclamar de dores nas pernas – as famosas ‘dores de crescimento’ – o ortopedista explica que elas não existem fisicamente e são apenas emocionais.  “Alguns livros classificam a dor do crescimento, como uma dor que acontece geralmente nas pernas, durante a noite e que pode ter relação com atividade física”, argumenta o médico. Segundo os estudos médicos, as dores do crescimento podem ser repercussão de exercícios, já que criança costuma correr e se movimentar o dia inteiro. Outros especialistas acreditam que as dores podem ser reflexo de alterações na pisada, pois em muitos casos têm intensidade diminuída com palmilhas. “Quase todas essas dores são nas pernas, não nos braços. O nome não é real, portanto”, finaliza.

Quando

Existe uma recomendação de atividades desportivas e não desportivas. O estímulo de uma atividade não desportiva, como caminhadas e brincadeiras devem ser sempre estimuladas para evitar o sedentarismo. Mas alguns esportes devem seguir algumas faixas-etárias. Por exemplo, para crianças pequenas de até 6 anos é essencial que se estimule a coordenação, o equilíbrio, o aumento concentração e da auto-estima. Cada esporte visa uma melhora em uma situação específica que pode beneficiar a criança – tanto em questões físicas, como em psicológicas.

O ortopedista indica que atividades musculares não sejam realizadas por crianças. Elas devem ser iniciadas aos 15 anos – já que a estrutura óssea das meninas costuma estar parecida com a de um adulto entre 13 e 14 anos e a dos meninos demora mais ainda, por questões hormonais. “É claro que existem questões emocionais como trabalho em equipe, noção de perda, vitória e responsabilidade. Isso também vai alterar de acordo com a idade, além das questões ortopédicas, que o educador físico ou responsável terá de olhar bem”, orienta o médico ortopedista.

Consultoria: Dr, Miguel Akkari, pai Paula e Gabriela, chefe do Grupo de ortopedia pediátrica da Santa Casa de São Paulo.