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Fimose: dá para tratar sem cirurgia sim!

Essa questão não precisa ser uma dor de cabeça para mães de meninos. A fimose pode ser curada sem que seu filho precise passar por um tratamento cirúrgico

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Se seu filho é um menino, provavelmente você já ouviu falar sobre a fimose. Diferente do que muita gente pensa, ela não é a pele que fica em volta da glande do pênis, o nome dessa pele é prepúcio. A fimose acontece quando a prega que envolve a glande, ou cabeça do pênis, acaba ficando tão estreita que impede sua passagem. Essa situação pode causar várias complicações para a saúde do seu filho: a limpeza da região fica mais difícil, algumas secreções próprias da glande começam a acumular, o número de bactérias aumenta e algumas infecções podem acontecer. Além disso, há risco de a criança ter infecção urinária e até problemas futuros nas relações sexuais.

Na maioria das vezes, a fimose é diagnosticada assim que a criança nasce, logo após o parto. Existem dois tipos diferentes de fimose: a fimose fisiológica e a fimose verdadeira. A primeira normalmente desaparece depois de um tempo, por isso os médicos costumam recomendar que os pais esperem e observem o bebê por um ano antes de iniciar o tratamento.

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É bastante comum que as crianças passem por uma cirurgia para remover a fimose, mas já existe a opção de recorrer a esse tipo de procedimento só em último caso. Muitas vezes, isso pode ser resolvido com um tratamento medicamentoso: uma pomada que deve ser aplicada na região da glande duas vezes por dia, de manhã e a noite, durante dois meses. O efeito é bastante simples: a pomada amolece o tecido do prepúcio e afina a pele, aumentando a passagem da glande. Se a fimose regredir durante esse tempo, o tratamento está funcionando e a criança não vai precisar passar por cirurgia.

Antônio Macedo Junior, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e responsável pelo Centro de Apoio da Criança com Anomalia Urológica (CACAU), afirma que a cirurgia só é indicada como primeira e única opção se a passagem da glande for muito estreita. “A pomada apresenta bons resultados em até 60% dos casos de fimose verdadeira. Quando se trata da fimose fisiológica, essa porcentagem chega aos 90% de eficácia”, explica o especialista.

A grande vantagem da pomada é que o bebê não precisa passar pelos riscos da cirurgia, que inclui anestesia, recuperação e alguns custos. A pomada é mais cômoda tanto para os pais quanto para o bebê. Normalmente, as crianças antes do cinco anos de idade já passam pelo tratamento com a pomada e apresentam melhoras. Mas atenção! A pomada, que foi desenvolvida especialmente para o tratamento da fimose, é um medicamento e deve ser indicada pelo pediatra ou pelo urologista pediátrico de confiança.

 

Consultoria: Dr. Antônio Macedo Junior é professor livre-docente e chefe do setor de Urologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), membro do conselho editorial do Journal of Urology na área de Urologia Pediátrica e responsável pelo Centro de Apoio da Criança com Anomalia Urológica (CACAU).