Bebês

Brinco pode afetar ponto de acupuntura

Segundo pediatra, é melhor esperar um mês de vida antes de furar

Redação Pais&Filhos

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Segundo a medicina tradicional chinesa, o corpo todo está representado na região das orelhas, que funcionam como um mapa do nosso organismo. Nos pontos de acupuntura, localizados nessa região, circulam a energia vital do nosso corpo. Ou seja: se o furinho do brinco for feito de maneira incorreta, isso pode trazer problemas, diz a pediatra Ana Maria Venturi, mãe de Arthur e Raphael.

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Imagine que a orelha da sua filha é como um bebê que está em posição invertida. Sendo assim, a cabeça está no lóbulo da orelha e as costas na região da cartilagem. Segundo Ana Maria, se o furo atingir o ponto da acupuntura, isso pode ter reflexo sobre órgãos importantes da criança.

Antes de furar:

  • Faça uma assepsia no local, desifentando com álcool 70%.
  • Esterilize o brinco antes de aplicar (ele pode aplicar com o próprio brinco ou uma agulha de acupuntura) para evitar infecções.
  • Prefira brincos de ouro, que evitam alergias.

Mastigação afetada

“As consequências podem ser percebidas a médio prazo. A criança pode sentir dor, formigamento e pressão no local”, explica. Além disso, um furo incorreto pode ocasionar problemas na mastigação. A médica recomenda esperar até que o bebê complete um mês de vida, pois antes desse período a orelha ainda pode estar “amassadinha”.

A tese não é ratificada por todos os especialistas, como é o caso do Dr. Hong Pai, pai de Cristina, Presidente do Instituto de Medicina Chinesa científica (IMECC).  “Acupuntura faz parte da medicina popular chinesa, isso causa muito equívoco. Na China, isso não tem qualquer repercussão. Se tivesse, todas mulheres que têm furo na orelha seriam estranhas. Se fosse assim, ninguém faria cirurgia, pois isso já traria um mal estar”, explica.

Em todo o caso, muitas mães estão optando por furar a orelha dos filhos com acupunturista. Para os mais velhos, já na adolescência, a preocupação é maior principalmente no segundo e terceiro furo nas orelhas, que estão mais perto dos pontos da acupuntura.

No caso da necessidade de cirurgia plástica, como a otoplastia, correção das famosas “orelhas de abano”, não há problema, pois trata-se de uma mudança na posição das orelhas que não afeta a estrutura. “Já em relação a operações de diminuição do tamanho, é melhor conversar com o especialista: no caso da extração da cartilagem, isso pode comprometer certas estruturas do corpo e provocar dor”, orienta a pediatra.

Consultoria:

Ana Maria Venturi, mãe de Arthur e Raphael, é pediatra homeopata e cardiologista infantil, tel.: (11) 3826 -0466 ou (11) 3661-4477; Dr. Hong Pai, pai de Cristina, médico do Centro de Dor do HC desde 1988, Presidente do Instituto de Medicina Chinesa científica (IMECC).