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Perigo na rede: 6 formas de lidar com a realidade do cyberbullying

Segundo estudos, o cyberbullying acontece sete vezes mais entre amigos, sejam eles atuais ou antigos, do que entre crianças que nunca se relacionaram antes

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Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

Conhecida como terra sem lei, a internet é uma área bem perigosa! E atenção deve ser redobrada quando o assunto é um tipo de bullying que acontece nessa fronteira digital: o cyberbullying. Por ser anônimo, esse tipo de agressão é silencioso, mas machuca da mesma maneira.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, no estudo Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital, “8,8 milhões de crianças e adolescentes são expostos aos discursos de ódio, intolerância e violência, além de 20% que foram tratadas de forma ofensiva na internet, caracterizando uma das formas de cyberbullying”.

O mais assustador é que o cyberbullying acontece sete vezes mais entre amigos, sejam eles atuais ou antigos, do que entre crianças que nunca se relacionaram antes. Além disso, as garotas são duas vezes mais vítimas do que os meninos. Essas são constatações do estudo “Laços tóxicos: amizades e namoros em rede e vítimas do cyberbullying” (em tradução livre), disponível pela publicação de setembro da Psicologia Social Trimestral.

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O cyberbullying é um assunto sério e deve ter a atenção de pais e educadores para conscientizar as crianças. Por isso, a partir do estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria e do site norte-americano da Parents, separamos algumas dicas tanto para os pais quanto para as crinças são necessárias.

1. De olho no que está rolando

Percebeu alguma mensagem bem estranha ou ofensiva? O ideal é bloquear essa pessoa que está incomodando e não ter medo e nem hesitar antes de fazer isso. A dica vale tanto para os pais quanto para os filhos ficarem de olho.

2. Não fale com estranhos

Sabe aquele velho ditado de não falar com estranhos? Ele também vale para o território da rede! Oriente o seu filho a não adicionar pessoas que ele não conhece, muito menos marcar um encontro pessoalmente. O cuidado também vale para a webcam.

3. Respeito em primeiro lugar

Vale para as relações pessoais em qualquer território, seja na rede, seja pessoalmente: respeito em primeiro lugar. E considere a frase: trate os outros como gostaria de ser tratado.

4. Atenção nos mínimos detalhes

Aprenda ler os sinais! Uma criança que sofre bullying pode perder o apetite, perder os interesses por atividades preferidas, pelo convívio social e pode ser afetada emocionalmete. Repare nessas mudanças de compotamento e procure ajudar!

5. Dar tempo ao tempo

Esteja disponível para conversar a respeito, mas não force nada. Crianças podem se sentir envergnhadas, bravas ou confusas sobre estarem sofrendo com o bullying. Isso pode ser difícil para elas para falarem a respeito. Dê tempo para que eles se abrirem. Seja um modelo de bom comportamento. Seja o bom exemplo para as suas crianças e tente não ser negativo ou comentar sobre o bullying com outras pessoas – seja online ou pessoalmente.

6. Pense sempre positivo

Faça com que eles saibam que não é culpa deles. Nunca culpe as crianças por estarem sofrendo bullying e não lutarem. Encontre maneiras positivas para empoderá-los e fazê-los ganhar autoestima de novo.

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