Família

Você só está casado por causa dos filhos?

Decidir pelo fim ou não de um relacionamento é difícil, reunimos perguntas chave que você deve fazer a si mesmo

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Jess se lembra de como é crescer com pais separados. Ela ainda pode ouvir seus colegas de classe zombando dela por isso. Agora que já é adulta, revive a experiência de um lar dividido, já que agora seu casamento é que está acabando. Ela olha para as duas filhas e preocupa-se com elas. A última coisa que quer é que elas passem pela mesma experiência pela qual ela passou quando seus pais se divorciaram. 

Além disso, Jess se preocupa com o tipo de vida que suas filhas terão se ela e seu marido seguirem juntos já que é insustentável para ela esconder tudo o que vem passando no casamento. E a grande pergunta na cabeça de Jess é: “Eu devo seguir neste casamento infeliz pelas minhas filhas?”. 

Com a separação dos pais, como fica guarda das crianças?

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Você pode estar vivendo um pesadelo parecido com esse. Seu casamento ou relacionamento está mal. Você e seu parceiro brigam sempre. Um dos dois (ou ambos) pode estar traindo. O amor parece ter acabado e você não sabe o que fazer já que pensa sempre nas crianças. Você se preocupa com a felicidade delas e a possibilidade de elas se sentirem abandonadas com a separação. Você teme os efeitos do divórcio em seus filhos e o fato de eles terem de lidar com a ausência da mãe ou do pai. Você fica ansioso ao pensar na dor que uma separação causaria neles. 

Por isso, a decisão sobre quando seguir ou acabar com um relacionamento longo é importante e deve ser tomada com cautela. Não se trata apenas do sofrimento seu e de seu parceiro, mas envolve também as crianças. Essas próximas seis perguntas poderão te ajudar a decidir quando recorrer ou não à separação. 

1. Qual o principal motivo para eu estar considerando a separação?

Seja muito honesto consigo mesmo. Por um momento, deixe de lado suas preocupações com as crianças e seja claro sobre o que você quer e sobre seus sentimentos. Se você tivesse que responder, qual seria o principal motivo para você ter considerado o fim do relacionamento?

 

2. Qual o principal motivo que te faria seguir no relacionamento?

Você pode pensar que sabe responder essa questão imediatamente. Mesmo assim, pense um pouco sobre isso. Quando você realmente pensa no assunto, como ‘Eu tenho que seguir porque…”, o que te motiva a continuar? 

Pode ser pelo bem das crianças, por problemas financeiros ou porque você não acredita no divórcio. Pode ser porque você ainda ama seu parceiro e realmente acredita que as coisas podem funcionar. Apenas tenha claro para si mesmo suas motivações.

 

3. Eu ou meu filho estamos em perigo?

Essa é uma pergunta essencial. Se seu parceiro é agressivo – fisicamente, sexualmente ou emocionalmente com você ou com seu filho, esse é o momento de pensar na segurança.

 

4. Estou disposto a mudar? 

Se seu relacionamento está à beira do fim, pergunte-se a si mesmo o quão disposto está a fazer mudanças. Nessas situações, é comum achar que a culpa é sempre do outro. Mas o que poucos pensam é que, se a situação chegou nesse ponto, é que, provavelmente, os dois têm sua parte de culpa.

Vá fundo e descubra se você fez o suficiente para que o relacionamento tivesse alguma melhora e seja responsável pelas atitudes que você tomou e que também colaboraram para a crise do casal. Você está disposto a fazer algumas mudanças em seus próprios hábitos ou comportamentos para que a situação melhore?

 

5. Meu parceiro está disposto a fazer mudanças?

Seu parceiro também desempenha um papel nos problemas de relacionamento do casal. Pense nas palavras e ações dele. Ele dá sinais de uma vontade genuína de mudança? Você notou algumas mudanças depois das promessas?

Isso é especialmente importante em caso de traição. Procure sinais reais de que o parceiro realmente deixou o amante e será mais transparente e honesto com você.

 

6. Quais as fontes de apoio que eu e meus filhos temos?

Independentemente do que você decidir fazer, certifique-se de que você tem um sistema de apoio. Pense nos tipos de apoio que você e seu parceiro precisam de modo que você possa fazer mudanças duradouras que irão melhorar seu relacionamento se vocês ficarem juntos. Peça ou encontre esse tipo de ajuda.

Pense sobre o que você precisa para sair do status ‘casado’ para o status ‘separado’. Recorra aos parentes, amigos, profissionais ou qualquer um que possa te dar esse tipo de apoio. Pense em quem poderá ajudar seus filhos caso haja uma separação.

Provavelmente será melhor se você não se vir sozinha como a única fonte de suporte para eles e para si. Encontre pessoas de sua confiança que poderão ajudar seus filhos, ouvindo ou apenas oferecendo um ombro amigo. De novo, apoio é a chave. Dê a si mesmo o tipo específico de apoio que você precisará para tomar a melhor decisão possível. Para você e sua família.

Faça a melhor escolha para sua situação, para si e para as crianças. Afinal, você é responsável por suas escolhas.

 Assista ao programa ao vivo com o terapeuta de casal Luiz Hanns na Pais&Filhos TV.