Família

Levar o filho para as compras faz as mães gastarem mais

Pesquisa revela que, na hora das compras, a melhor escolha é deixar as crianças em casa

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

levar filhos às compras faz gastar mais

Um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com mães das 27 capitais que possuem filhos entre 2 e 18 anos mostrou que 36% das mães admitem que acabam comprando mais do que planejaram quando levam os filhos para as compras.

Pede isso, pede aquilo outro, passa em uma loja, na outra… E quando você vê, já está carregando mais sacolas do que poderia, principalmente em shoppings centers ou supermercados. Mesmo assim, a maioria das mães não desiste: mais de 67% delas têm o hábito de estabelecer combinados com os filhos antes de saírem de casa, como não permitir que eles comprem algo ou negociar o que vai ser comprado.

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Mais da metade das mães ouvidas pelo estudo alegam que fazem compras por impulso para os filhos, o que não tem tanto problema se não acontecer a todo o momento. Os itens mais comprados são roupas (41%), balas, chocolates e doces (35%), calçados (33%), brinquedos (32%), lanches (32%), iogurte (26%), biscoitos (24%) e eletrônicos (20%). A pesquisa ainda mostra que a cena que conhecemos tão bem (a criança se joga no chão, chora alto, grita e não quer sair do lugar enquanto não conseguir o que está pedindo) acontece com quase metade das mães.

“Quando as crianças percebem que a insistência, a birra ou chantagem funcionam, acabam apelando para o estado emocional das mães, transformando o consumo em moeda de troca”, afirma o educador financeiro José Vignoli. Essa questão pode se agravar, já que mais de 35% das mães se endividam por causa dos filhos – e aqui não estamos falando de pagar a escola, o convênio ou uma reforma no quarto, são compras maiores como brinquedos ou eletrônicos.

Quase 10% das mães contam que já deixaram de pagar contas essenciais para satisfazer os desejos dos filhos ou já brigaram com o parceiro por causa das compras que fazem para as crianças.