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Defensor da vida

Aos 3 anos, Luiz Antônio se tornou nacionalmente conhecido pelo vídeo em que condena a matança de animais

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

“É difícil, como mãe coruja que sou, escolher apenas um motivo ou uma história que faça eu me orgulhar do meu filho. O Luiz Antônio é uma criança surpreendente, amorosa, observadora e muito doce.

Desde muito pequeno, ele demonstra grande interesse por conhecer o mundo, é bastante questionador e não se satisfaz apenas com um ‘não’ ou um ‘sim’, muito menos com um ‘porque sim’. Quando ele tem contato com coisas novas, sejam comidas, objetos ou lugares, ele normalmente quer saber do que se trata e presta atenção na explicação que dou, mesmo sendo coisas inteiramente novas para a realidade dele.

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Veja o vídeo de Luiz Antônio

Quando comecei a introduzir as papinhas, por exemplo, usava uma colher para alimentá-lo e deixava outra na mão dele, para estimular a “pegada” no talher. Foi quando, ainda aos 6 meses, ele colocou a colher na boca e, em seguida, tentou alcançar o prato. Permiti que ele pegasse a comida e, para minha surpresa, ele comeu o pratinho todo sozinho, com ajuda da mamãe apenas na hora de pegar a comida no prato. A partir daí estimulei-o a comer sozinho e, por volta dos dez meses, ele já recebia elogios nos restaurantes, pois sentava em sua própria cadeirinha e comia sozinho.

Desde cedo, ele tem contato com livros, brinquedos que estimulam o raciocínio, quebra-cabeças, e viaja bastante também, pelo fato de o pai e minha mãe morarem no Rio de Janeiro (nós moramos em Brasília). Além disso, sempre que dá, no final de semana, vamos passear em Pirenópolis, Corumbá, Chapada Imperial e algumas reservas e parques. Ele tem contato com animais, cachoeiras, pescaria e fazendinhas desde muito cedo e sempre quer ver no mapa onde estamos e aonde vamos. Acredito que isso o estimule.

É até engraçado, porque, às vezes, ele pede para andar de metrô e de ônibus, mesmo que a gente não vá a nenhum lugar específico, ele fica todo feliz. Passar o tempo passeando, vendo o mundo lá fora, já é uma grande diversão para ele. E se o destino for o Parque da Cidade, então, aí ele se esbalda.

Quando eu resolvi filmar o almoço de nhoque de polvo, a intenção era ver a reação dele ao primeiro contato com essa comida, e acabei sendo surpreendida com essa grande lição de amor e respeito aos animais.

Eu aprendo sempre com meu filho, ele é realmente especial, e fico feliz que as pessoas se sensibilizem com essa lição dele e que esse pequeno momento ajude as pessoas a reavaliarem algumas prioridades na vida.

A sensibilidade dele às coisas pequenas, como me dar um beijo quando eu saio para trabalhar, é nítida. Se eu reclamo de uma simples dor de cabeça na frente dele, ele já corre para providenciar travesseiros e coberta, me coloca deitada no sofá, me cobre e afaga meu cabelo perguntando de minuto a minuto se já estou bem, se quero ir ao médico.

Uma das maiores alegrias dele é quando a gente senta junto na mesa para almoçar ou jantar, aí ele dispara a falar, a conversar, e dá pra ver na carinha dele como fica feliz. A gente procura fazer isso sempre que dá lá em casa, porque a vida é tão corrida, a gente tem tantas obrigações, que, se não tomar cuidado, acaba perdendo esses pequenos momentos, esses pequenos laços que fortalecem a família. No último Natal, quando chegamos à casa da bisavó dele, praticamente a família toda estava reunida para almoçar, foi uma festa. A felicidade era tanta, que ele não sossegou um minuto. Mesmo sendo tão pequenininho, eu sei que esses momentos são importantes, principalmente por morarmos longe da maior parte da família.”