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Boa alimentação no pós-parto também é essencial

Dieta balanceada e aumento da ingestão de líquidos são algumas das dicas

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Muitas mães pensam que, depois de dar à luz, a alimentação balanceada que mantiveram durante a gravidez ‘já era’. Mas não é bem assim. Segundo a professora de nutrição do Centro Universitário Celso Lisboa, Fernanda Amorim, filha de Sheila e Aldemir, durante a amamentação, os bebês ainda recebem os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento através do leite materno e, por isso, a alimentação saudável continua sendo importante. “A dieta materna influencia diretamente os componentes nutricionais do leite. Assim, quando a mãe mantém um bom estado de saúde e alimentação, não somente seu leite será adequado, como ela recupera o peso saudável mais rapidamente e o bebê permanece bem nutrido”, garante.

Durante a lactação, as necessidades nutricionais são diferentes quando comparadas à gestação, mas, basicamente, o que muda mais é a quantidade, não a qualidade da dieta.

O que comer?

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Depois do parto, as mulheres devem priorizar os alimentos ricos em água (frutas), em proteína (carnes, ovos e leite), em antioxidantes (frutas e vegetais) e em ferro (carnes e vísceras, leguminosas; sempre acompanhados de alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas). Resumidamente, a dieta deve ser balanceada e conter todos os grupos de alimentos, principalmente o cálcio. No geral, não restrições alimentares, exceto em casos específicos como alergias. Contudo, deve-se evitar o consumo de álcool nesse período, claro.

As opções nos mercados são várias e, talvez, surjam dúvidas na hora de escolher qual alimento comprar. A nutricionista indica que, para realizar escolhas saudáveis, devemos preferir os alimentos naturais, sem conservantes ou aditivos e corantes, por exemplo. Na hora de fazer, ela aconselha que haja preferência aos alimentos cozidos ou assados, no lugar dos fritos; e realizar ao menos cinco refeições ao dia (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar).

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Apesar de não haver evidências suficientes que indiquem restrições de alimentos às lactantes, Fernanda lembra que é bom evitar ingerir chocolates, café, pimentas, condimentos fortes, alimentos ricos em enxofre (tais como couve-flor, ervilhas, jaca, melão, pimentão etc), pois muitos desses estão associados às cólicas no bebê.

Dietas não-indicadas

Assim como para todas as outras mulheres, as dietas da moda (como aquelas de sopa ou da proteína) ou aquelas muito restritivas (que prometem a perda de peso rapidamente) não são aconselháveis para as lactantes. Uma das consequências é a desnutrição materna (e do bebê), já que há carência de vitaminas e minerais importantes. “É interessante que as mães saibam que a própria produção de leite materno, ao longo dos seis meses de lactação exclusiva, promoverá a perda de peso, pois é necessária uma grande demanda energética para esse processo”, lembra a nutricionista.

Por outro lado, as dietas muito liberais, com muita gordura e açúcar, não só promovem excesso de peso materno, como também modificam o perfil nutricional da gordura do leite dado ao bebê, sendo prejudicial à sua saúde.

Nos casos de mães que tiveram um quadro de risco na gravidez, como aquelas que desenvolveram diabetes gestacional, devem ser acompanhadas e receber um tratamento individualizado, para garantir aporte energético, sem que este eleve muito a glicemia.

A nutricionista Fernanda Amorim criou uma dieta ideal para mães que estão amamentando. Veja o cardápio e inspire-se:

Planejamento dietético  

Fernanda Amorim – Nutricionista / CRN4 05101665

 

Cálculo dietético: 2000 kcal para uma mulher de 27 a 35 anos, eutrófica.

 

 

PREPARAÇÃO/ALIMENTO

QUANTIDADES (g/mL/MC)

OBS / PREPARO

CAFÉ DA MANHÃ

Iogurte de frutas ou natural integral

Aveia em flocos (orgânica) Pão de batata ou de forma Queijo minas

Fruta: Mamão papaya

1 copo americano (200mL)

2 colheres de sopa

2 unidades

2 fatias médias

¼ unidade média (picado)

 

 

COLAÇÃO

Suco de Laranja

Chá de Erva-doce em infusão

Cenoura crua

Água gelada

100 mL ou ½ copo americano

50 mL

½ unidade (picada)

100 mL

 

Bater   tudo   no   liquidificador   e   beber   em

seguida. Pode adicionar gelo após o preparo. Não há necessidade de adoçar. Pode ou não coar.

ALMOÇO

Salada com aipo picado, salsinha picada, alface e tomate.

Chuchu cozido e refogado

Azeite extravirgem

Arroz branco

Carne assada

Suco de goiaba (sem açúcar)

À vontade

 

6 colheres de sopa cheias

1 colher de chá

5 colheres de sopa cheias

2 fatias médias

1 copo americano (200 mL)

Caso  precise  adoçar  o  suco,  acrescente  1 colher de sobremesa rasa de açúcar mascavo.

LANCHE

Suco de fruta (qualquer fruta)

Bolo simples

Nozes

1 copo duplo (200 mL)

1 fatia média

30 g (1 punhado)

 

 

JANTAR

Salada: acelga e tomate

Abóbora cozida e refogada

Azeite extravirgem Arroz branco cozido Feijão preto cozido

Filé de peixe assado e temperado com limão

Suco de acerola (sem açúcar)

À vontade

3 colheres de sopa ou 3 pedaços md

1 colher de chá

5 colheres de sopa cheias

1 concha média

1 posta grande

1 copo americano (200 mL)

Como fazer o feijão? Deixar o feijão em água para remolho de um dia para o outro, trocar a água e deixar por mais 2 ou 3h em remolho. Não utilize a água do remolho para o cozimento.

CEIA

Leite de vaca semidesnatado

Castanha do Pará ou Amêndoas

 

1 copo americano (200mL)

30g (1 punhado)

 

Lanche da

madrugada

Salada de frutas

1 xícara

 

Obs: Beber cerca de 3 litros de água ao dia.

 

Consultoria: Fernanda Amorim, professora de nutrição do Centro Universitário Celso Lisboa, filha de Sheila e Aldemir.