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4 respostas sobre o uso de cinta no pós-parto

Não é necessário usar a cinta para que a barriga volte ao lugar. Veja essa e outras questões sobre o acessório

Redação Pais&Filhos

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A cinta funciona para que a barriga “volte ao lugar”?
Muitas mulheres acreditam que o uso da cinta é importante para colocar a musculatura novamente no lugar, ou seja, acham que há um efeito estético. Mas ela não ajuda nesse processo da forma como se imagina. A recuperação do corpo no pós-parto é totalmente diferente do pós-cirúrgico de uma operação estética, por exemplo. O organismo materno retorna quase que totalmente às condições antes da gravidez e não é necessário fazer quase nada, pois este é um processo natural e fisiológico da mulher saudável.

Então precisa mesmo usar?
O uso de cinta no período pós-parto é um assunto controverso e não há unanimidade entre os profissionais para indicar ou não o seu uso. Por isso, é importante seguir aquela velha dica: converse com o seu médico. É ele quem deve avaliar se há necessidade de uso. Por exemplo, quando é feita alguma técnica para reparo com cicatrização na região abdominal, a cinta pode ser recomendada.

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Como escolher a cinta?
Uma vez que ela for indicada, o ideal é que o médico recomende também o tecido da cinta que, em geral, é lycra ou cetinete. Além disso, é importante definir qual é o modelo mais adequado para o seu caso. Há mulheres que usam uma cinta apenas na região abdominal, enquanto outras preferem modelos que cubram as mamas ou, até mesmo, que se estendam para os membros inferiores.

A cinta é obrigatória para quem fez cesárea?
Antigamente, acreditava-se que toda mulher que passava pela cesariana deveria usar cinta no pós-parto, mas não é bem assim. Na verdade, na maior parte das vezes o seu uso acaba dependendo muito mais da paciente do que do médico. Isso porque, em geral, as mulheres têm uma maior sensação de segurança e firmeza usando a cinta. Ainda assim, a decisão final deve ser do ginecologista obstetra.

Fontes: Dr. José Vicente Komiscas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim; Dr. Sérgio Kobayashi, ginecologista do Alta Excelência Diagnóstica; Dra. Erica Mantelli, ginecologista e obstetra