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Quando o nome vintage que você escolheu pro bebê vira um dos mais usados

A leitora Luciana, mãe de Teresa, 5 anos, e Alice, 6 meses, estranhou ver o nome da caçula na lista dos mais usados em 2013. Mas achou a notícia boa!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Outro dia escutei esse termo pela primeira vez: “Nomes vintage” . Minha amiga que divagava pelo assunto até desenvolveu mais e criou um outro termo, ainda mais específico :”nomes vintage roots”.

Por vintage (e apenas vintage, sem o roots), ela referia-se ao Francisco, ao João (João sozinho, sem precisar de acompanhante, o João que se basta em sua simplicidade), Samuel, Joaquim, Benjamin, Laura. Nomes que poderiam ser das nossas avós, mas voltaram a ser cool.

Já por vintage roots ela referia-se àqueles que só quem tem muita coragem escolhe em pleno 2014: Olegário, Adamastor, Amélia. Me lembrei de Yolanda, que é um nome que sempre sonhei em ver relacionado a um bebê rosado.

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Adoro nomes vintage, tanto os roots, que exigem coragem, quanto os light. Para minha primeira filha, escolhi junto com o meu marido (ok, na verdade foi um dos poucos que concordamos de uma imensa lista, mas uma imensa lista vintage) foi Teresa. Acho belo, sonoro, clássico, forte.

Teresa me traz imediatamente à imaginação a figura de uma mulher de fibra. Sei lá por quê.

Quando fomos escolher o nome da segunda, de novo tínhamos algumas opções vintage: Ana (Ana é o equivalente feminino do João, parece que não é, mas é vintage sim, e dos melhores, mais puros exemplares), Cora, Amália. Aí fomos dar uma festa de aniversário para a primogênita, perguntamos que tema ela gostaria para a comemoração e ela, inusitadamente, respondeu: “Alice no País das Maravilhas”. De onde ela tirou esse tema, eu não sei – não tem desenho no Netflix, não está na moda, não havíamos lido a história para ela. Mas gostamos, é claro, da originalidade.


E lá fomos nós preparar a festa da Alice no País das Maravilhas. Não sei se foi o mês inteiro mergulhados na história e em seus detalhes para criar a decoração ou se foi a criatividade dela ao escolher o tema, mas o fato é que, ao final do período, nos olhamos e sabíamos: Alice seria o nome da bebê que estava a caminho.

Um nome clássico, um nome internacional, título de livro centenário: Alice era um ótimo vintage.

Um nome que, descubro recentemente, está (no topo) da lista de nomes mais usados para bebês meninas brasileiras em 2013.


Vieram perguntar como é que eu me sentia com relação a isso. Acho que me sinto bem, já que significa que pais e mães brasileiras andam tendo ótimo gosto: já posso até imaginar um futuro sem roupinhas brilhantes, maquiagem infantil, salto alto para meninas de 8 anos! Arriscando sonhar um pouquinho mais alto, vejo brinquedos com menos frufrus, menos pilhas e mais descobertas. Por um mundo com nomes (e crianças) mais simples como antigamente.

Alice no topo da lista pode significar uma infinidade de motivos para otimismo!

Luciana Van Deursen Loew, mãe de Teresa e Alice, é publicitária.