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Pesquisa revela: Ser pai engorda

Um estudo realizado pela Universidade de Northwestern comprova que a paternidade traz, além de responsabilidades, alguns quilinhos a mais

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

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Já sabemos que a chegada dos filhos muda muita coisa na vida de homens e mulheres. Mas uma pesquisa divulgada recentemente realizada pela Universidade de Northwestern com mais de 10 mil pessoas, adolescentes e jovens adultos americanos, chegou a uma conclusão que muitos pais já devem ter sentido na pele: a paternidade engorda.

Os pesquisadores conseguiram fazer uma média entre os entrevistados e chegaram à conclusão de que um homem com 1,82m ganha em média 2kg depois de ter o primeiro filho, isso significa um aumento de mais de 2,5% no índice de massa corporal (IMC). Os pais que não moram com os filhos ganham 1,5kg a mais. Já um homem com a mesma medida e não é pai perde quase 1kg no mesmo período.

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O estudo, realizado durante 20 anos, foi publicado no jornal “American Journal of Men’s Health” e considerou outros fatores que poderiam acarretar ganho de peso, como a idade, a renda, as atividades diárias e o estado civil. Depois de engordar com o casamento, os homens engordam novamente quando se tornam pais. “Na verdade, a paternidade pode afetar os homens mais ainda do que o casamento”, explica Craig Garfield, principal autor do estudo.

“Quanto mais peso o pai ganha e maior o seu IMC, maior é o risco que ele tem de desenvolver doenças cardíacas, diabetes e até mesmo câncer”, conta. Mas afinal, o que causa esse ganho de peso? Os pesquisadores concluíram que são principalmente as mudanças no estilo de vida e na alimentação. “Você ganha novas responsabilidades quando tem filhos e pode não ter tempo para cuidar da própria saúde, como fazia antigamente. A família torna-se prioridade”, explica Craig Garfield.

Os homens que participaram da pesquisa tiveram seu IMC medido em quatro diferentes momentos: início da adolescência, final da adolescência, aos 25 anos e depois aos 30 anos. Depois, os participantes foram divididos em três grupos: os que têm filhos e moram com eles, os que têm filhos e não moram com eles e os que não têm filhos. “Precisamos pensar em como ajudar os pais que não costumam procurar médicos para analisar sua própria saúde”, conclui o autor do estudo.