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Hoje é o Dia Nacional de Prevenção Contra Acidentes com Crianças, fique alerta!

A Rede Nacional Primeira Infância e a ONG Criança Segura lançam relatório das principais causas de mortes e hospitalizações de crianças

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Com criança todo cuidado é pouco. Nas ruas, no carro e até em casa os riscos de acontecer algum acidente é sempre alto. As lesões e mortes decorrentes de acidentes referentes a trânsito, envenenamento, afogamento, quedas, queimaduras e outros são a principal causa de morte de crianças a partir de um ano de idade no Brasil. Por isso, com o objetivo de levar o alerta às autoridades governamentais e à sociedade para este grande problema, as instituições comemoram a data para alertar os pais sobre o tema.

Segundo dados do relatório retirados do Datasus, de 2012, os acidentes na primeira infância (faixa etária de zero a nove anos) foram responsáveis por 3.142 mortes e mais de 75 mil hospitalizações de meninos e meninas. Isso caracteriza o acidente como um grave problema de saúde pública. Em primeiro lugar, com 33%, estão os acidentes de trânsito, que incluem atropelamentos, passageiros de veículos, motos e bicicletas, seguidos de afogamento com 23%, sufocação com 23%, queimadura com 7%, quedas com 6% e outros com 6%.

A boa notícia é que estudos da ONG Safe Kids Worldwide mostram que pelo menos 90% dessas lesões podem ser evitadas a partir das seguintes estratégias: Avaliação; Educação; Modificações de Engenharia e do Meio Ambiente; Criação e Cumprimento da Leis e “Empoderamento” da comunidade.

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Alguns exemplos da prevenção de acidentes com crianças indicados no relatório são:

  • No banheiro, nunca deixar os bebês sozinhos nas banheiras e sempre testar a temperatura da água antes de colocá-lo. Guardar medicamentos, venenos, produtos de higiene e limpeza longe do alcance das crianças de até quatro anos.
  • Ao escolher brinquedos, observar sempre o selo do Inmetro, considerar a idade e a habilidade da criança e evitar brinquedos com pontas afiadas e os que produzam sons altos.
  • No berço, retirar todos os brinquedos, travesseiros e objetos macios, verificar se as grades têm, no máximo, seis centímetros entre elas, não deixar bebês dormirem em camas de adulto, pois pode causar sufocação e graves quedas.
  • Na cozinha, local de maior risco da casa, evitar e entrada da criança quando estiver fazendo alimentos quentes, usar as “bocas” de trás do fogão e com o cabo das panelas virados para dentro.
  • No carro, as crianças com menos de dez anos devem se sentar no banco de trás, transportadas em cadeiras de segurança de acordo com o seu tamanho e até os 36 Kg. Acima de 1,45m de altura, elas devem usar sempre o cinto de segurança de três pontos.
  • O relatório também sugere ensinar a criança a se comportar com segurança no trânsito, a parar na calçada ou no canto da rua e olhar para os dois lados antes de atravessar. Crianças com menos de dez anos não devem atravessar a rua sozinhas e, quando acompanhadas de um adulto, devem ser seguradas pelo pulso.
  • Nos parquinhos, as quedas representam as mais severas lesões. O risco é quatro vezes maior se a criança cai de um brinquedo mais alto que 1,5m. Importante sempre verificar se os equipamentos são apropriados para a idade e sempre estar atento aos perigos como ferrugem, pregos expostos, superfícies instáveis ou quebradas.
  • Os afogamentos são rápidos, silenciosos e de grande gravidade, por isso as crianças devem sempre ser supervisionadas por um adulto quando próximas à água. Os baldes e bacias com água devem ser guardados no alto e virados para baixo, fora do alcance das crianças quando sem uso.
  • Ensinar a criança a brincar com o animal de estimação, nunca quando ele estiver se alimentando e sempre supervisionada por um adulto. Manter as vacinas do animal em dia.