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Especialista defende: pais que não vacinam filhos devem ser processados

Surtos de sarampo se tornaram frequentes depois que pais não levaram os filhos para a imunização

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Em entrevista à revista Época de setembro, o especialista em bioética americano Arthur Caplan defendeu que os pais que não vacinam seus filhos sejam levados à Justiça. Segundo o filósofo, “se você não vacinar seu filho e essa decisão causar danos ou provocar a morte de alguém, você deve ser processado por isso”. O entrevistado é líder de um grupo que defende a punição aos pais que não imunizam seus filhos, causa de uma grave crise de saúde nos Estados Unidos e Europa: se o ritmo de não vacinação continuar, os casos de sarampo, caxumba e coqueluche terão número equivalente à primeira metade do século XX, segundo o filósofo. 

Para retratar, Caplan citou um caso de surto de sarampo em San Diego, Califórnia, depois de um garoto não vacinado viajar para a Europa e se contaminar, causando a doença em mais de onze crianças. Este surto custou US$176 mil para o sistema de saúde e poderia ter causado perdas imensuráveis.

Os pais que não vacinam os filhos estão em pequenos grupos: adeptos da medicina não ocidental, aqueles que duvidam sobre a segurança da vacina, seguidores de doutrinas religiosas ou mesmo por não ter acesso à informação verdadeira sobre riscos das vacinas. Um “fenômeno” que acontece nos Estados Unidos são celebridades que dizem na TV: “as vacinas desenvolveram autismo e outras doenças em meus filhos”, o que não é verdade, não há relação entre uma coisa e outra.

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Para o filósofo em bioética, as vacinas são tão eficazes “que fazem as pessoas superestimarem os pequenos riscos de tomá-las, porque não vêem as doenças” e quando recusam a dar a vacina nas crianças, estes pais estão colocando em risco muitas outras vidas, especialmente de bebês, grávidas e doentes em tratamento.