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É desde pequeno que se aprende

Lislene Cordeiros, mãe de Larissa e João Pedro, sabe que o “não” é importante para o futuro dos filhos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Existe uma frase… Filhos: antes não tê-los, para depois morrer por eles!

E quando digo morrer por eles, digo amar, respeitar, educar. A primeira palavra que vem em minha mente é amor, respeito, e por que o “não”? Impor limites,estabelecer regras, pois o “não” de hoje é a melhor educação do amanhã, do futuro. Eles terão que enfrentar o mundo!

Criamos os filhos para enfrentar as barreiras, vencer obstáculos, conquistar objetivos, ser feliz! Desde pequenos, meus filhos são criados com regras, ao começar a engatinhar. Nunca tirei nada do lugar, para ele não mexer ou quebrar, sempre deixei minha casa em ordem, ensinei que ele não podia mexer e nem tirar do lugar, pois aí começava a palavra “não”, para a melhor educação.

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Experiência? A gente sempre fica surpreendido a cada fase dos nossos filhos. Eu, com uma filha adolescente de 16 anos e um filho de cinco anos, sou sempre pega de surpresa. Diferença de 11 anos de idade entre eles, todos os erros que cometi com a primeira filha, tentei não cometer com o segundo. É claro que com o segundo filho estamos mais experientes, impor regras e limites aqui em casa tem que ser no jogo duro, pois é o papel 
de ser mãe. Eu dou a palavra final, se vai ou não ao passeio, ao show, que minha filha (Larissa) tanto queria ir. Às vezes, por uma nota vermelha no boletim ou 10 minutos de atraso no  passeio anterior, já não deixo ir. Não sinto culpa, pois sei que quero o melhor para ela. O mesmo faço com  o de 5 aninhos, que com o charminho, todo denguinho, tenta me dobrar. Não me amoleço, pois é hora de colocar ordem e mostrar o certo e o errado, é desde pequeno que se aprende.

 Minha filha, desde pequena, mesmo sendo filha única até os 11 anos, já aprendia os limites, regras, hora de brincar, hora estudar. Tanto que hoje já está terminando o ensino médio e já tem seu emprego, seu salário, tudo isso me faz ter orgulho da educação que dei a ela. Uma menina tão responsável e determinada. Confio, na educação que dei a ela, e sei que ela já está preparada para enfrentar certos desafios e a estar em lugares que sua idade já permite.

João Pedro já sabe guardar os brinquedos, arrumar a bagunça do quarto, hora da tarefa escolar. Aqui em casa tem horários e deveres a cumprir. Fim de semana é hora de descanso, passear, brincar, curtir. É claro que tudo isso que ensino é com muito cuidado e amor. Às vezes cheguei a dar muitas risadas, pois comprei um tapetinho do castigo e costumo levá-lo na bolsa. O João Pedro já me fala: “mamãe, se você não obedecer, você vai pensar no tapetinho, né?” rsrs. Eu digo que sim e estou levando ele.

Então, ser mãe é uma tarefa maravilhosa e de muita responsabilidade, porque 60% é da família e 40% da criança. O dever quase que total é dos educadores. A criança de hoje é o adulto de amanhã, e amanhã? O que queremos para nossos netos? Para nossa nova geração? Vamos plantando para melhor fruto colher. Culpa, não! Sou mãe e desejo o melhor para meus filhos,mesmo que o “não” de hoje doa muito em mim, ele servirá
para ele no amanhã!