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A visão de uma mãe blogueira sobre o tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

O tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013, comemorada de 1º a 7 de agosto, é “Aconselhamento em amamentação: perto das mães”. Estabelecido pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (em inglês, World Alliance for Breastfeeding Action – WABA), ele enfatiza o seguinte “slogan”: “Apoio às mães que amamentam – Próximo, contínuo e oportuno”.

Foi muito relevante a escolha do tema feita pela WABA, tendo em vista que não só no Brasil, mas também em muitos outros países é comum o desestímulo à amamentação. A falta de apoio da família e até de profissionais da saúde, a pressão para a volta ao trabalho e a desinformação sobre a prática da amamentação são os ingredientes que mais têm levado milhares de mamães a abandonarem a lactação.

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Embora amamentar seja muito natural, pois faz parte do instinto humano, há bebês que apresentam alguma dificuldade e, portanto, necessitam de apoio. Mas basta haver esse “empurrãozinho” materno para o neném conseguir fazer a correta sucção do leite e, dessa forma, não precisar de qualquer complemento artificial para crescer forte e saudável.

Em muitos casos, o ponto principal está na “pega” correta; se ela estiver errada, podem ocorrer fissuras no bico do seio, amamentação com dor e bebê que não ganha peso como deveria. Por isso, a mamãe precisa ser muito bem orientada, pois ela terá que aprender as habilidades (técnicas de manejo) relacionadas à amamentação. É aí que entram em cena os grupos de mães e programas formados por profissionais da Saúde que atuam diretamente com projetos e programas para auxiliar as lactantes.

Mas não é qualquer profissional que poderá realmente ajudar a nova mamãe, pois existem casos em que essa pessoa mais atrapalha do que ajuda. Segundo a WABA, em seu informativo sobre a Semana Mundial de Aleitamento Materno deste ano, mesmo os trabalhadores da área de saúde (como médicos, enfermeiros, parteiras e doulas) podem não ter sido treinados quanto ao manejo clínico da lactação. “A maioria dos treinamentos concentra-se nos primeiros dias após o parto, enfatizando o posicionamento e não as habilidades necessárias para as mães lidarem depois da alta da maternidade”, cita o material de divulgação, que ainda acrescenta: muitos profissionais de saúde são pressionados a gastar menos tempo por paciente, agravando o problema.

Eu mesma já relatei no meu blog como fui mal conduzida ao voltar para a maternidade pedindo socorro porque as mamas estavam ingurgitadas (no jargão popular, o leite empedrou). Esse tipo de situação faz muitas mães desistirem de amamentar.

Muito ainda precisa ser feito para que as mães possam realmente conseguir amamentar. É preciso que governos, maternidades e ONGs apostem em uma melhor capacitação dos conselheiros em amamentação, afinal, se bem orientadas, as mamães não só conseguirão amamentar seu bebê até os seis meses de idade, mas também prolongar a lactação por muito mais tempo. Este é o meu caso. Com um pouco mais de um ano de idade, a Manuela continua mamando (e adora!).

Mariana Branco é editora do blog Mamãe Prática (www.mamaepratica.com.br). Com a chegada da Manuela, decidiu unir suas duas paixões (jornalismo e maternidade) e botar a mão na massa para criar seu próprio blog. Agora, para se tornar uma mamãe prática, divide com os leitores os erros e acertos da maternidade.

Saiba mais 

• No site da Ibfan Brasil (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar) há um folder em português com detalhes sobre a proposta e tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013.
• A WABA é uma aliança mundial de pessoas, organizações e redes dedicada ao apoio, promoção e proteção ao aleitamento materno em todo o mundo, tendo sido fundamentada na Declaração de Innocenti, nos Dez passos para Nutrir o Futuro e na Estratégia Global da OMS/Unicef para a Alimentação de Lactantes e Crianças de Primeira Infância.

Objetivos da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2013
1. Chamar atenção para o aconselhamento para apoiar as mães e manter a amamentação.
2. Informar as pessoas sobre os benefícios do uso de habilidades de aconselhamento, e de unir esforços para expandir programas de aconselhamento às mães.
3. Incentivar os defensores da amamentação, independente da formação educacional, a serem envolvidos e capacitados para ajudar mães e bebês na amamentação.
4. Identificar os contatos na comunidade local de grupo de mulheres bem sucedidas em amamentação que possam oferecer apoio às mães que apresentem dificuldades logo após o nascimento da criança.
5. Incentivar governos e maternidades a implantarem ativamente os “Dez passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”, em especial o Passo 10, para melhorar a frequência e a duração da amamentação e as taxas de aleitamento materno exclusivo.

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