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Chata com amor

Tatiana Viana, mãe de Felipe, sabe que é importante impor limites e passar seus valores e princípios para o filho

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Aqui em casa, desde antes do meu filho nascer, eu já tinha o pensamento “educação vem do berço”. Por esse motivo, desde que ele começou a engatinhar e passear pela casa, começaram os sonoros “não”, uma das primeiras palavras que ele aprendeu a falar corretamente.

A partir de 2 anos, Felipe começou a ter suas primeiras responsabilidades, ajudar a guardar os brinquedos antes de dormir e guardar a mochila ao chegar da escola. A casa ficou mais arrumada e eu, mais descansada.

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Após isso, foram surgindo as necessidades cada vez mais constantes de frisar os limites e regras da casa. Começamos, então, a parte da educação, que não é nada fácil.

Após os 2 anos e meio, ele passou a me testar no limite e vieram os castigos. Como doí tirar algo do filho! O choro é tão sentido que já me retirei para fazer o mesmo e respirar, mas sempre mantive, nunca voltei atrás, embora tenha me arrependido muitas vezes.

E os testes dele estão ficando cada vez mais difíceis com a proximidade do 4º ano de vida, pois chegaram os questionamentos e as respostas, a tão temida resposta, “chata!”, “não gosto mais de você”, “não deixo mais você brincar”. Eu respondo “tá bom, eu continuo gostando muito de você” ou “tudo bem, não brincamos agora se não quiser” e logo vem um “eu também gosto de você, mas fiquei bravo”. Essa resposta alivia meu coração e eu explico o porquê da bronca ou do castigo e logo estamos bem.

Prefiro ser a chata, mas com amor e carinho, na certeza que estou criando um homem de bem, com valores e princípios para seguir na vida, um dia, sem mim.