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Aulas para depois

Renata, mãe de Raul, deixou o magistério e não sente culpa por isso

Redação Pais&Filhos

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Parecia tudo perfeito e planejadíssimo: após os quatro meses de licença-maternidade, eu tiraria mais um mês de férias, e ao regressar ao trabalho, meu filho Raul teria uma vaga garantida no berçário do colégio em que eu lecionava.

Continuaria praticamente ao seu lado durante o período de trabalho (meio período, diga-se de passagem), e ainda poderia dar umas espiadinhas no meu filhote vez ou outra.
E assim aconteceu no primeiro dia em que retornei às atividades. Primeiro e último!

Tudo o que aparentemente seria o desejo de qualquer mãe do século XXI (manter carreira após a maternidade, meia jornada de trabalho, bolsa integral no berçário de um bom colégio, local de trabalho próximo à residência), parecia não fazer sentido algum…

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Como boa canceriana, eu sempre senti que a maternidade seria o grande momento de minha vida. A minha primeira vocação! Bastou apenas um dia, para perceber que precisaria ser mãe em período integral.

Ao mesmo tempo, sabia que essa escolha não era tão simples de ser feita. Na hora da decisão, após muita ponderação, pude contar com a compreensão, desapego, coragem e apoio de meu marido, que atualmente está agradecido pela tranquilidade de saber que nosso filho está aos meus cuidados o tempo todo, e também pela comida caseira que passei a preparar!

Magistério?! Vejo você daqui a dois anos! Culpa?! Não!