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As bebidas alcoólicas realmente são vetadas durante a gravidez

Redação Pais&Filhos

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Sua tia disse que você não pode comer feijão? A prima falou que castanha deve ser abolida do seu cardápio? Ou, então, sua mãe veio com aquele papo de que, agora, é preciso comer por dois? Prepare-se para desobedecê-las. A única coisa que deve ser realmente excluída do menu durante a gravidez são as bebidas alcoólicas. Outros alimentos merecem cuidados e moderação. Você precisa saber que tudo o que for consumido em excesso vai aumentar a probabilidade de causar algum mal para vocês.


O aumento do apetite durante a gestação é natural, pois as alterações hormonais e metabólicas do organismo intensificam as necessidades energéticas do corpo da mulher grávida. Mas isso não justifica que você saia devorando tudo o que vê pela frente. Ou seja: nada de comer por dois. Neste período, o ganho de peso deve ser controlado. O aumento energético é de apenas 300 kcal por dia. Só nas gestações de gêmeos esse valor será alterado.  

Os cuidados

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É preciso manter a linha na hora de se alimentar durante a gravidez, principalmente no começo. “No primeiro trimestre acontece a formação do feto. É o mais significativo”, alerta a nutricionista Priscilla Kaktsuka, mãe de Heitor.  Se você está acostumada a comer comida japonesa e carnes mal passadas ou cruas, procure evitá-las nesta fase. Como não passam por nenhum tipo de cozimento, seus micro-organismos podem ser prejudiciais à saúde do bebê. “A imunidade natural está reduzida e isso torna o organismo propenso a infecções alimentares, que podem ser transmitidas ao bebê”, explica a nutricionista Maria Cláudia dos Santos, filha de Marisa e Carlos.
Uma substância que merece atenção é a cafeína. Engana-se quem pensa que ela está presente apenas no café. Em refrigerantes e chás (como o preto, o mate e o verde) também. Apesar de não existirem comprovações científicas, há indícios de que o excesso dessa substância cause baixo peso fetal e prematuridade.


O açúcar e o sal também precisam da atenção das gestantes. Ambos, em excesso, podem causar danos à saúde das mães e, consequentemente, aos bebês. Uma gestante com grandes chances de hipertensão deve, sim, restringir o sal da alimentação. Já as grávidas diabéticas ou as diagnosticadas com diabetes gestacional, devem usar adoçante. Os mais recomendados são a sucralose e stévia.


Frutos do mar, quando crus, seguem as mesmas orientações da comida japonesa. Outro alimento que é conhecido por, possivelmente, aumentar as chances de alergia no bebê é o amendoim. “Isso não possui qualquer comprovação científica”, aponta Maria Cláudia. Evite refrigerantes. Eles são ricos em açúcar, sódio e cafeína, uma combinação nada boa para o organismo de qualquer pessoa, imagine para o de uma gestante! Para condimentos e temperos apimentados também é recomendável moderação. “Eles têm uma digestão mais lenta e podem causar desconfortos para a mãe, sem prejuízo ao feto”, diz Maria Cláudia.

Consequências


Procure sempre comer alimentos frescos, bem cozidos e de boa procedência. A ingestão de alimentos estragados pode causar intoxicação alimentar e diarreia. “Se isso acontecer, ela deve procurar um obstetra, tomar muito líquido e, se necessário, ser medicada”, explica a ginecologista Luciana Taliberti, mãe de Eduardo e Maria Luisa. Infecções gastrointestinais, como as de qualquer outro tipo, aumentam a probabilidade de trabalho de parto prematuro e devem ser tratadas corretamente.


Para as gestantes que não abrem mão de carne, cuidado na hora do preparo – se não for feito de forma correta, os riscos de contágio por toxoplasmose crescem. Se isso acontecer, as grávidas precisarão usar remédios até o fim da gestação. Não vai ser difícil manter uma alimentação equilibrada e saudável. Claro que, às vezes, damos umas escapadinhas e assaltamos a geladeira ou abusamos nas festas de aniversário. Mas, lembre-se: nada de exageros. Seu filho agradece.

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