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Éramos três

Redação Pais&Filhos

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O papagaio já aprendeu o nome do mais novo membro da família: "Mariana! Mariana!" Em apenas três meses, ela chegou, mudou a vida de seus pais e encheu de ciúme Elvis, o pet.

por Nivia de souza, filha de Tânia e Renato
fotos Thiago Borba, filha de Virginia e Railton

Antes, eram Thays, Cristiano e Elvis debaixo do teto do apartamento em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista. Há três meses, a família recebeu seu novo membro, Mariana, e Elvis – o papagaio – não demorou para aprender a chamar pelo nome da menina.
E não foi só a vida do Elvis, já não mais o bebê da casa, que mudou. O casal precisou se organizar para poder cuidar de Mariana e continuarem trabalhando, cada um na sua área. “Combinamos que, como eu preciso descansar, quando ele chega do trabalho, ela toma banho e mama. E, assim, fica aos cuidados dele”, conta Thays.
É neste momento que a mãe cuida um pouco dela própria. “Eu aproveito para tomar um bom banho, passo um creme no cabelo. Quero voltar a ser mulher. Pra sempre vou ser mãe, mulher e filha. Preciso me cuidar também”, afirma. Thays é fotógrafa e costuma trabalhar em festas infantis. Geralmente, aos fins de semana, ela dedica quatro horas do dia para as fotos e, então, arma seu exército para cuidar de Mariana. “Fico tranquila porque ela sempre fica com o pai ou com as avós”.
A gravidez aconteceu no quarto ano do casamento. O casal já tentava há algum tempo, mas, quando tinham desencanado e resolvido viajar, o teste deu positivo. A gestação foi supertranquila e o nome Mariana estava escolhido, praticamente, desde sempre. Se dependesse destes nove meses, Thays fala que teria milhares de filhos. Mas agora, sendo mãe, ela vê que as coisas não são bem assim. A vontade de ter mais uma criança em casa já existe, “mas não de povoar o mundo”, brinca.
Por enquanto, Mariana tem dormido no carrinho. Isso acontece não só pela facilidade caso ela acorde durante a noite. “Eu fico vendo se ela está respirando”, suspira.
A cada dia do crescimento da Mari, a família faz uma nova descoberta. Desde um jeito novo de segurar e amenizar as cólicas até um novo sorriso. Mas, dentro de tudo isso, segundo Thays, uma coisa é certa: “a vida é mais simples do que a gente pensa. Complicamos tanto e eles se divertem com qualquer coisa. É um amor muito grande”.

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Parto: quando soube que estava grávida, Thays logo perguntou ao médico se, no período em provável da chegada de Mariana, ele estaria viajando. Ao escutar uma negativa como resposta, ela logo avisou o doutor que queria cesárea. “Você tem certeza?”, perguntou ele. Durante a gestação, Thays chegou a cogitar o parto normal. “As mães mais fervorosas que me desculpem, mas eu fiz cesárea”, conta.

Amamentação: no dia em que Mariana nasceu, Thays se sentia pronta para amamentar. Foi orientada pela equipe do hospital, mas algo parecia não dar certo. Em casa, a situação complicou. “Eu chorava de dor e frustração e ela de fome”.  Então, Thays decidiu introduzir a fórmula na alimentação da filha, mas não desistiu de amamentar. Ela procurou ajuda em blogs, sites especializados, foi ao banco de leite, usou a bomba. Mas, o que realmente a ajudou a amamentar foi a prática, o aprendizado entre mãe e filha sobre essa atividade tão natural e tão nova para ambas. Hoje, dá o peito com mais frequência, mas de vez em quando recorre à fórmula, sem culpa. “A parte mais gostosa é quando ela para de mamar e abre um sorrisão. Eu vejo que tudo o que eu sofri valeu a pena”.

Thays Cubos foi a mãe escolhida este mês na campanha Culpa, Não. Ela escreveu um depoimento sobre amamentação e foi selecionada.

Veja o vídeo que nós fizemos na casa da Thays:

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