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Dose dupla

Filipe ganhou um irmão e foi pai quase ao mesmo tempo

Redação Pais&Filhos

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Quando a minha esposa ficou grávida, meu pai foi uma das primeiras pessoas a saber. Ele nem imaginava que a sua atual esposa também estava grávida e que ele também seria pai, junto comigo.

A importância de ter um irmão

Quando descobrimos, foi muito emocionante. Já tínhamos dois bons motivos para comemorar e a farra dobrou, já que a minha família sempre adorou uma festa. Imagine com a felicidade pela chegada desses dois novos anjinhos.

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Sempre desejei outro irmão, já que tenho a melhor irmã mais velha do mundo. Além de irmã, ela é mãe e melhor amiga. Tenho ótimas experiências com a Fê e por quê não ter mais? Só não esperava que fosse acontecer depois de tanto tempo.

Hoje, tenho 33 anos de idade e estou no meu segundo casamento. No primeiro tive o João Pedro, que era a única criança da família, até então. Agora, ele está com 6 anos, e eu acabo de ganhar mais dois presentes: meu outro filho, Lucas, de 8 meses, e meu irmãozinho, Jorge, de 9 meses.
Eles são como irmãos gêmeos, têm praticamente as mesmas roupas e brinquedos, pois quando compramos para um costumamos comprar também para o outro.

No dia em que o Lucas nasceu, meu pai foi nos visitar com meu irmão, que por coincidência estava com uma roupa parecida com a do Lucas. Fizemos uma foto dos dois no colo da minha esposa, ainda na cama do hospital, que eu postei no Facebook.

A legenda da foto era: “ops…”. Algumas horas depois, quando entrei na minha página, antes de me retratar, milhões de amigos pensaram que realmente tinha tido gêmeos, pois os dois bebês, tio e sobrinho, são muito parecidos.

Tenho um novo irmão, e isso é maravilhoso, mas não consigo imaginá-lo como um irmão, do tipo que briga pelo brinquedo, joga bola junto, que se defende de brigas ou que sai pra paquerar juntos, entre outras coisas de irmãos.

Sinto como um filho ou sobrinho, e que tenho certeza que irá participar muito comigo de viagens, festinhas, mas que terá muito mais proximidade dos meus filhos, por causa da idade, claro. Torço para que sejam melhores amigos. A minha relação com meu irmão é diferente, mas deliciosa e de muito carinho. Por outro lado, a relação entre eu e meu pai ficou de irmãos, falamos sobre coisas que jamais imaginei conversar com meu velho – papinhas, fraldinhas, roupinhas e várias outras coisas no diminutivo. Isso parece estranho, mas também é uma experiência muito boa! Nós dois somos pais e lidamos um com o outro de pai para pai, não mais de pai para filho. É quase como se fôssemos amigos com crianças da mesma idade.   

Ainda é difícil falar sobre a minha experiência com meu irmão, pois ele ainda é um bebê. Não vejo a hora de ver esses carinhas, Lucas e Jorge, correndo e falando palavras erradas. Quero curtir muito os dois – na verdade, os três, contando com o João Pedro.

Confesso que, se eu não tivesse filhos pequenos, talvez não planejasse tantas viagens e programas infantis com meu irmão e não nos tornaríamos tão próximos como eu desejo. Mas ter ganhado um irmão e um filho, ao mesmo tempo, foi um grande presente.”

Entenda por que a experiência de se ter um irmão é tão importante

Filipe Araujo, pai de João Pedro e Lucas, irmão de Jorge, é repórter fotográfico do jornal Estado de S. Paulo.

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