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Dá para amamentar e manter a vida sexual plena

Redação Pais&Filhos

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Na gravidez a sua libido estava lá em cima e, agora, o bebê chegou e você mal se lembra do significado da palavra sexo?

Com a chegada do bebê muita coisa muda para o casal e, claro, isso inclui o sexo. Começa por dormir pouco e acordar  durante a noite para alimentar a criança, passa pela preocupação de evoluir de casal para família e termina com a certeza de que nunca mais vai usar a cama para algo que não seja dormir. Antes de tudo, muita calma nessa hora!

Com a gravidez a gente acha que já está tudo resolvido, mas o nascimento da criança transforma todo o sonho da gestação em realidade. O bebê está lá, de verdade, chorando, e não tem pra onde correr. Para que a vida entre novamente nos eixos, é preciso que os pais se ajustem à rotina do bebê e isso leva tempo. Imagina ter que programar a vida em torno de sonecas, mamadas e fraldas? Nada fácil, mas bem possível.

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Acordando boa parte da noite, a rotina sexual tende a ficar um pouco bagunçada. Depois do parto, os médicos aconselham que a atividade sexual seja suspensa por 30 ou 40 dias, a famosa quarentena. Esse é o tempo que o corpo da mulher leva para voltar ao normal. Além disso, a mãe, especialmente quando é de primeira viagem, precisa se acostumar com a ideia de que é mãe, mas também mulher e que aquele peito não está lá só para o sexo nem só para a amamentação. “Às vezes, ela pode até se sentir culpada em ter um tempo a sós com o marido, já que agora é responsável pelo bebê. Mas ela vai perceber com o tempo que pode desempenhar mais de um papel", defende a enfermeira obstetra Bárbara Pauletti, filha de Rosane e Carlos Henrique. "Tem que ter carinho mútuo, os dois têm que querer realmente para que a rotina sexual seja recuperada de forma completa”, acrescenta.

Outro fator que complica a vida do casal é a falta de lubrificação vaginal. É que durante a amamentação a concentração do hormônio estrogênio diminui no organismo, fazendo com que a vagina fique mais seca. Geralmente ela volta depois da quarentena, mesmo assim a mulher pode se sentir insegura. Nesse caso, vale investir nas preliminares, que devem dar conta do recado. Se mesmo assim ela não se sentir confortável, a melhor opção é o lubrificante à base d’água.

Caso a mulher tenha feito episiotomia, corte no períneo que facilita a saída do bebê, o sexo pode ser um pouco doloroso. A falta de desejo também justifica-se pelo aumento da sensibilidade dos mamilos com a amamentação. Além de serem uma zona erógena, a mulher pode se sentir incomodada com possíveis vazamentos. Aí é uma questão de logística, se transar depois de amamentar, as chances de vazamento diminuem.

E às vezes a mulher simplesmente não tem vontade de fazer sexo. Ela tem que ter a liberdade para chegar ao parceiro e contar o que está acontecendo. Ele, por outro lado, tem que entender que isso é normal e que leva tempo. A amamentação não exclui o sexo da vida do casal. Mesmo com a dificuldade inicial, é primordial que a mãe tente amamentar. O leite materno é o alimento mais adequado para o bebê e ela vai perceber que com o tempo a conciliação fica mais fácil. A atividade sexual é um estímulo para melhorar a lubrificação e elasticidade da vagina, então nesse caso a prática realmente ajuda.

Existe ainda a preocupação com a contraconcepção. O obstetra deve apresentar opções para uma mulher que amamenta, como pílula à base de progesterona ou DIU. Proteja-se e continue amamentando.

Para saber mais


Como reiventar o casamento quando os filhos nascem, de Gary Chapman.
Boas dicas em um livro sucinto.
Ed. Mundo Cristão (www.mundocristao.com.br), R$ 7,90


E depois do parto?, de Flavio Garcia Oliveira.
Passa por todos os problemas que a mãe pode enfrentar no pós-parto.
Matrix Editora (www.matrixeditora.com.br), R$ 24,90

Consultoria: Bárbara Pauletti, filha de Rosane e Carlos Henrique, enfermeira obstetra, enfermeira do berçário e do curso de gestantes da Pro Matre Paulista, tel.: (11) 3269-2233  Mirna Gabriel Nakano, mãe de Danillo, Renata, Paulo Henrique e Lívia, ginecologista obstetra do Hospital São Luiz, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Santa Catarina e Pro Matre Paulista, tel.: (11) 5055-9109

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