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Blogando com a filha no colo

A odontopediatra Nívea Salgado compartilha sua experiência no blog

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Por Larissa Purvinni, mãe de Carol, Duda e Babi

Vamos trabalhar, filha? Essa é a senha para que Nívea Salgado consiga pegar o notebook e atualizar o blog Mil Dicas de Mãe, que começou quando a filha Catarina completou um ano. A menina, hoje com um ano e 7 meses, corre, traz seu computador de brinquedo roxo para perto da mãe e começa a teclar. Desse jeito tranquilo, Nívea, que hoje trabalha meio período, concilia os cuidados com a filha, o pós-doutorado em odontologia e as postagens no blog. Na varanda do apartamento, localizado no Butantã, em São Paulo, convivem em paz o vasinho de flores que Catarina ajuda a regar e o iPhone da mãe. 


O condomínio tem uma área externa ampla e cheia de árvores, o que ajudou a manter a sanidade nos primeiros meses, quando Catarina chorava muito. “Ficávamos o tempo todo lá fora, porque ela só dormia no carrinho”, lembra. Nívea, que antes do parto fez campanha para que as visitas só aparecessem após do primeiro mês, acabou sentindo o isolamento. “Fiz a campanha ao contrário". Há cerca de dois meses, Catarina começou a dormir a noite toda. “Já tinha tentando de tudo: tirar a mamada noturna, embalar, deixar no berço. Foi ela que decidiu começar a dormir”, conta. Coisa de menina de personalidade, combinando com o nome. “Depois do ultrassom, meu marido perguntou: como nossa filha vai chamar? Respondi na hora: Catarina”, lembra.

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Depois de alguns anos de casada, aos 30 anos, Nívea decidiu que era a hora de engravidar. Só que não foi tão fácil. Depois de um ano de tentativas, ela já tinha marcado uma consulta com um especialista em reprodução. O marido foi pegar os exames e ligou para dar a notícia: “Segundo o Google, você está grávida”. 
Mesmo depois do nascimento de Catarina, pouca coisa mudou na organização da casa. “Minha mãe sempre me dizia que minha filha precisava entender, desde cedo, no que podia e no que não podia mexer.” Deu certo. Mas basta observar um pouco mais, para perceber o canto de brinquedos, arrumado no fim do dia ou quando tem visita. “Durante o dia, eles ficam espalhados, o apartamento é dela”. Os blocos de montar ficam dentro de uma sacolinha de feira. São os pedaços de bolo, que ela serve para a mãe e as visitas.
Quem vê as duas hoje, nem imagina a Catarina irritada e chorona dos primeiros dias. “Com o passar do tempo, vai ficando mais fácil”, diz Nívea. O segredo é a tranquilidade #ficaadica.

Jogo rápido

Parto: cesárea. “Minha bolsa rompeu, e tentamos induzir. Depois de 7 horas, eu ainda estava com 2 cm de dilatação. O médico recomendou a cesárea e eu acatei a decisão”.


Amamentação: “Queria amamentar, por pelo menos por 6 meses. Com cerca de 9 meses, ela teve uma virose e passou 3 dias sem conseguir mamar, meu leite diminuiu. Adorei amamentar. Ela dormia muito pouco e, na hora da mamada, sossegava, pra mim era o céu. O vínculo é muito gostoso."


Soneca: “Meu método infalível é colocá-la no carrinho, lavar a louça e, em 5 minutos, ela está dormindo.”
Bolsa de mãe: fralda, lenço umedecido, uma muda de roupa e casaquinho, “porque em São Paulo, a gente nunca sabe quando vai esfriar”.


Jantar a dois: "Quando meu marido chega, jantamos juntos. A Catarina é bom de garfo, se dermos arroz e feijão, ela fica entretida."


Passeios: Museu Oceanográfico, na USP, Instituto Butantã: “Ela adorou ver as cobras!”
Fralda: “Vou tirar no próximo verão. Ela demonstra que já entendeu o processo, mas prefiro esperar ela estar pronta.”


Vizinhos: no apartamento ao lado, Catarina tem dois amiguinhos. No domingo, as mães se revezam para que cada uma possa dormir.
Dentista: “Seis meses é uma boa época para a primeira consulta, mas atendo até grávidas querendo orientação.”

 

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