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Aprendendo a jogar

Redação Pais&Filhos

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Obedecer regras, lidar com dinheiro, esperar a vez… E tudo na brincadeira. Conheça projetos que levam jogos para a sala de aula

Se você perguntar para qualquer criança o que ela mais gosta da escola, é provável que a resposta seja: da hora do recreio. A ansiedade para brincar com os amiguinhos é tanta, que especialistas acreditam que isso incentiva um desempenho melhor dos pequenos, já que sabem que precisam estudar para poder brincar depois. Mas, quando eles são pequenos, a brincadeira faz parte do currículo. E tem de fazer mesmo.
pesquisas apontam que brincar é fundamental para o desenvolvimento físico, neurológico, psicológico e social da criança, já que ajuda a criar a sua identidade e autonomia. Quando a criança brinca, ela está pensando e explorando o mundo e, com isso, constrói o conhecimento, pois aprimora a atenção, a memória, a imaginação, o raciocínio, a criatividade e aprende a respeitar o outro. E isso é comprovado cientificamente. Quanto mais a criança brinca, corre, pula e canta, mais sinapses, as conexões entre neurônios, se formam em seu cérebro e mais ele se desenvolve.
A escola é o primeiro lugar onde as crianças mais brincam socialmente, segundo a pesquisa A Descoberta do Brincar, realizada pela marca OMO. Por isso, vários projetos incentivam a brincadeira nesse ambiente. Brincar em casa é ótimo, mas na escola, com outras crianças, é melhor ainda. A própria OMO premia com parques educativos e brinquedos as escolas públicas e privadas que têm iniciativas em prol do brincar, fornecendo a elas o selo Aqui se brinca. Esse ano, foram 31 instituições premiadas no Programa pelo Direito de Ser Criança.
 A marca de brinquedos Hasbro também tem um projeto nesse sentido, o Brincar, Jogar e Aprender. Além de aplicar os jogos da marca no cotidiano escolar, a ideia é dar às escolas oportunidades de trabalhar com a brincadeira dentro da classe, para facilitar o processo de aprendizagem. Neste ano, são cinco colégios participantes. Todos eles recebem brinquedos, entre jogos, bonecos e massa de modelar, e uma apostila com sugestões de atividades pedagógicas.
E algumas escolas já estão criando projetos próprios, como o Colégio Elvira Brandão, que tem “O Resgate do Brincar”.  Todos os dias há um horário destinado à brincadeira, além do recreio. Este período pode ser livre ou ter jogos pedagógicos. Além disso, eles enviam aos pais sugestões de brincadeiras e passeios divertidos. Com isso, a escola pretende valorizar o brincar simples, que tem sido trocado pelos brinquedos eletrônicos.
Se esse tipo de iniciativa ainda não chegou ao colégio de seu filho, sugira na próxima reunião de pais. Mesmo um dia por mês em que as crianças joguem já faz com que elas introduzam os conceitos aprendidos no dia a dia. Você também pode descobrir que jogos a escola adota e chamar seu filho para uma partida. A regra é clara: é muito bom aprender brincando!

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Consultoria
Eliana de Agostini Rolim, mãe de Julia e Rafael, é psicóloga, psicopedagoga da Hasbro e especialista em gestão escolar. Tel.: (11)9907-0474, www.hasbro.com/pt_BR 

Maria Irene Maluf, mãe de Maria Fernanda e Maria Paula, é presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. www.irenemaluf.com.br 
Paula Lopes, filha de Elizete e Antonio, é Gerente de Marketing da Omo.  www.omo.com.br  Sandra Cabeza, filha de Antonio e Neide, é psicóloga e orientadora educacional do Colégio Elvira Brandão. TEL.: (11)5645-4900, www.elvirabrandao.com.br

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