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Amamentar não é fácil

O relato de quem superou a dificuldade e descobriu o prazer da amamentação

Redação Pais&Filhos

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Denise teve dificuldades para amamentar e não imaginava que isso a completaria tanto

Denise Freitas, mãe da Manuela, é autora do blog Mamy de Primeira, http://mamydeprimeira.blogspot.com

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Antes de engravidar, e muito antes de pensar em ser mãe, via o ato de amamentar como algo natural, sem grandes novidades. Confesso que quando observava uma mãe amamentando um filho de mais de um ano, tinha até uma certa estranheza. Crianças maiores, então, eu nem gostava de olhar.

Nada como o tempo e sua incrível capacidade de trazer maturidade e sabedoria. Vi minha cunhada lutar, resistir e chorar para amamentar. Simultaneamente, vi minha sobrinha perder peso e, por conta disso, passou a consumir o leite artificial e desmamou. Então acompanhei a frustração de uma mãe por não amamentar. Eu ainda não compreendia todo o sentimento envolvido, mas sabia que era algo muito importante. Também presenciei amigas que passaram pela mesma situação. Estava comprovado: amamentar não era algo simples, nem instintivo.

Pois bem, meu filho chegou. A única preparação que fiz para amamentar foi psicológica. Preparei-me emocionalmente para superar a “não amamentação”. Coloquei na minha cabeça que eu seria desencanada. Dizia: “Se der para amamentar, ótimo. Caso contrário, não vou sofrer com isso”. Ideal que caiu por terra horas após o nascimento da minha filha. Que sensação maravilhosa ter aquele bebezinho sendo alimentado por mim.

Não fugi à regra e o início dessa nova fase também foi complicado. Não acertamos a famosa pega e logo meus seios estavam machucados. Segui, com dor, mas firme e forte. afinal, tinha bastante leite e minha filha, muita fome. Passado esse início mais dolorido, ainda tivemos uma série de contratempos: cólicas intestinais que a faziam chorar por horas e a impediam de mamar e mastite. Até o segundo mês, amamentar era visto por mim como uma responsabilidade que exigia paciência, perseverança, insistência e amor.

Mas passado esse período, a rotina de amamentar a minha filha se transformou na melhor hora do dia. Que delícia estar com ela. Que sensação mágica e intensa. Agora, não só achava bonito, como queria eu ser uma mãe amamentando a filha com 2 anos. Por conta disso, passei a ser uma apoiadora da amamentação exclusiva até os 6 meses e, claro, uma pessoa sensível e disposta a ajudar outras mães que não estivessem conseguindo amamentar.

Hoje, aos 13 meses de vida, minha filha parou de mamar. O desmame aconteceu de forma tranquila e pelo desejo dela. Mas posso afirmar que ter conseguido passar por todos os desafios e desfrutado dessa experiência tão marcante me completou e me tornou uma pessoa muito mais feliz. E essa foi uma grata surpresa.

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