Gravidez

Cesariana

Cesariana

Redação Pais&Filhos

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É uma cirurgia, indicada em algumas situações de risco para a mãe e/ou bebê – ou pelo menos deveria ser
 

O procedimento foi criado como solução para o bebê que não se posicionou com a cabeça para baixo na hora do parto ou quando o trabalho de parto que não está correndo bem, quando existe sofrimento fetal ou quando  existe a possibilidade de uma intervenção médica de urgência.

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A cesariana não é um procedimento natural, e, portanto só é recomendada em caso de necessidade, que será diagnosticada pelo médico. A mulher não participa do nascimento. Fica acordada, mas com o corpo anestesiado da cintura para baixo.

O que acontece na maternidade

Pra quem já está com a cesariana marcada, o procedimento é mais simples. A gestante é internada na data marcada para a cirurgia, cerca de uma hora e meia antes, e em jejum de alimentos e bebidas por oito horas. São feitos alguns exames: checagem dos sinais vitais da mulher (pressão, temperatura), batimentos cardíacos fetais e contrações. As contrações, nesse caso, são monitoradas para saber como está o comportamento do bebê. Depois, é feito um histórico de antecedentes cirúrgicos e alérgicos, e, logo depois, ela é encaminhada para a sala de cirurgia.

Lá é feita a tricotomia, (retirada dos pêlos da região da cicatriz) e a mulher, então, receberá então a anestesia da cintura para baixo, que faz efeito em 5 minutos e dura cerca de 2 horas. O pai só entra na sala de cirurgia quando a paciente já estiver anestesiada.

A cirurgia cesariana demora ao todo cerca de 40 a 50 minutos. O bebê, após a avaliação do pediatra, também já vai para o colo da mãe e é amamentado. A mãe é encaminhada para uma sala de recuperação até voltar da anestesia, onde fica por uma a duas horas, aproximadamente, para ser avaliada a contração do útero no pós-parto para prevenção de hemorragias.

A mãe volta para o quarto, e oito horas depois é retirada a sonda da bexiga e ela já é estimulada a andar, se movimentar aos poucos. Ela e o bebê ficam internados por mais três dias, e é ministrado um analgésico para aliviar a dor do pós-operatório.

Na volta para casa, a mãe já pode retomar as atividades normais. Claro que deve pegar leve! Nada de esforço ou carregar peso. Os pontos são removidos cerca de dez dias depois.

Dor no parto

Bem, se no parto normal a mulher tem de lidar com a dor “durante”, aqui a batata quente vem depois.

Se você não estava em trabalho de parto – ou seja, marcou a cirurgia para uma data específica – não sentirá dor nenhuma para dar à luz, já que estará sob efeito da anestesia, que pode ser geral (neste caso, a mulher dorme durante a cirurgia) ou regional (peridural ou raquidiana, que são mais indicadas: bloqueiam a dor da cintura pra baixo e mantém a mulher acordada). “O anestésico local combinado com o uso de morfina garante que a mulher não sinta dor por 24 horas”, explica Carlos Eduardo da Costa Martins, pai de Isabela e Bruno, diretor da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo.

Depois desse período, a dor e o desconforto da recuperação pós-parto é feita com medicações prescritas pelo obstetra. O corte pode incomodar, claro. Afinal, é uma cirurgia. Mulheres que vivenciaram a recuperação pós-parto de uma cesárea relatam que os pontos podem limitar os movimentos nos primeiros dias, quando o bebê requer cuidados intensos a toda hora.

A boa notícia é que a técnica cirúrgica de uma cesariana evoluiu muito. Hoje em dia, já existem cirurgias minimamente invasivas, que não são tão impactantes para a mulher e para o bebê. Já ouvimos casos de mulheres que se impressionaram com o pós-parto de uma cesárea, muito mais tranquilo do que imaginavam.

Mas a não ser que a cesárea seja uma indicação médica, quando há risco de vida para a mãe e/ou para o bebê, não há por que a mulher se submeter a essa cirurgia.

Recuperação

A cirurgia demora ao todo cerca de 40 a 50 minutos, até o bebê nascer e os pontos serem costurados. A mãe é encaminhada a uma sala de recuperação, onde fica por duas ou três horas até voltar da anestesia. Depois, volta para o quarto e oito horas depois é retirada a sonda da bexiga, e ela já é estimulada a se movimentar aos poucos e caminhar, para aliviar o inchaço do corpo.

A internação é de três dias, e pode ser ministrado um analgésico para a dor do pós-operatório, se necessário. Se achar que não está suficiente e a dor persistir, não hesite em pedir ao seu médico ou à enfermeira um analgésico mais forte.

Nos primeiros dias, um dos problemas enfrentados será o desconforto causado pela formação de gases intestinais. Para eliminá-los caminhe um pouco pela maternidade, e contraia os músculos abdominais ao expirar. Você vai sentir dor ao tossir ou dar risada, é normal. Use um travesseiro ou mesmo as mãos para apoiar a barriga. E, assim como no parto normal, haverá sangramento vaginal nos primeiros dias, podendo durar até um mês.

Atualmente, a maioria das cesarianas é feita com um corte na região do baixo ventre, o que significa que a cicatriz se estenderá horizontalmente bem na marca do biquíni, ou até um pouco abaixo. Logo depois do parto, ela vai ter uma aparência avermelhada, mas, com o passar das semanas e dos meses, vai gradualmente clareando até ficar da cor da pele ou um pouco mais clara.

Na volta para casa, a mãe já pode retomar algumas de suas atividades, claro que maneirando nos esforços e sem carregar peso. Os pontos são removidos cerca de dez dias depois, e a limpeza dos pontos se faz normalmente, com água e sabonete. Em duas semanas já é permitido dirigir, e, em um mês, o sexo está liberado.

A dor do pós-operatório pode dificultar um pouco na hora de segurar o bebê e na amamentação. Tente achar uma posição confortável ao mesmo tempo para você e para o bebê. Ao se virar na cama, você pode ter uma sensação estranha de que os órgãos estão meio soltos dentro da cavidade abdominal. Algumas mulheres se sentem mais confortáveis usando uma cinta pós-parto. Converse com seu médico.

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