Gravidez

A escolha do obstetra

No parto, você deve estar cercada de pessoas de confiança e que te respeitam

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Com a gravidez confirmada já é importante que a mulher escolha o obstetra que irá acompanhá-la pelos meses que antecedem o parto. Mas nem sempre o ginecologista já conhecido é também obstetra e você fica um pouco insegura em aceitar recomendações de pessoas ou até mesmo do convênio médico sobre isso. A blogueira Bárbara Saleh, mãe de Kassem e Sueli, engravidou pela primeira vez quando morava com o marido no Egito, lá teve uma obstetra que, assim como ela, é muçulmana e deu a ela toda segurança necessária. Mas já com quatro semanas de gestação, quando voltou ao Brasil teve de encarar uma nova busca por um outro médico.

Em sua primeira consulta no Brasil, encontrou uma obstetra que não era adepta do parto normal. Depois, já com uma nova obstetra começou a ter contrações na 37ª semana quando a médica sugeriu um parto de cesárea. “Perguntei se eu estava bem e se o bebê estava bem, ela respondeu que sim. Fui embora e não voltei mais no consultório dela, com 38 semanas procurei outra obstetra e deixei claro que queria o parto normal”, conta. E não é só com ela que isso acontece, é mesmo difícil encontrar um obstetra de confiança. Por isso, veja como fazer a escolha certa e por que isso é tão importante para o parto.

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1. Antes de mais nada, confirme se seu ginecologista também é obstetra, isso porque os cuidados de cada especialidade é diferente, o obstetra tem o olhar voltado para a gestante e sabe bem quais cuidados tomar em cada situação.

2. Prefira seguir recomendações de pessoas que já conheçam o médico. Amigas ou familiares querem o melhor para você, se elas tiverem boas referências vá atrás e veja o que acha da sugestão.

3. Respeite sua vontade. Você pode ter ido ao consultório médico já com todas as referências e informações necessárias, mas quando chegou lá não gostou do atendimento ou não se sentiu à vontade. Não force a barra, você tem que confiar e gostar da pessoa que vai participar do parto.

4. Conte ao obstetra quais são suas expectativas em relação ao parto. Você pode estar esperando alguém 100% presente e que esteja sempre à postos para te atender, mas nem todos médicos são assim. Por isso, ainda na primeira consulta pergunte se ele responde e-mails, atende telefonemas de madrugada (você pode querer ligar), qual a melhor forma de se comunicarem fora das consultas agendadas e, principalmente, diga qual sua preferência em relação ao tipo de parto, se prefere natural, cesárea, na água, deixe tudo claro e veja qual a postura dele em relação a isso.

5. Conheça o substituto do obstetra. Imagine que você entrou em trabalho de parto antes do previsto e que seu médico está fora do país. Desesperador, mas pode acontecer. Por isso, já tenha em mente um substituto de confiança. Pode ser que seu médico sugira alguém de sua própria equipe, neste caso procure conhece-lo tão bem quanto ao seu médico.

6. Saiba se ele atende seu plano médico. Parece óbvio, mas é importante conversar com o médico ou com a área administrativa da clínica desses pormenores. Assim, você já saberá também em quais maternidades o médico atende e quais dessas atendem seu convênio.

7. Troque de médico se achar necessário. Se só depois de algumas semanas ou meses você passou a discordar de seu médico em relação ao parto, maternidade ou até mesmo forma de atendimento, não se force a seguir adiante. Você pode procurar por um médico novo que te faça se sentir mais confiante e à vontade. Depois de tantas dificuldades na primeira gestação, Bárbara Saleh procurou por uma profissional que a respeitasse em sua segunda gravidez e de tanto procurar, achou! A busca é longa, mas vale cada minuto.

 

Consultoria:

Dra. Bárbara Murayama, mãe de Pedro, é ginecologista e obstetra, especialista em Histeroscopia pela Unifesp, membro da FEBRASGO e diretora clínica da Gergin. A médica ainda conta suas experiências como médica e mãe no blog “Quando a obstetra engravida”