Família

Paraty para todos

Durante a Flip ou fora dela, a cidade colonial é um destino perfeito para crianças

Elisa Marconi

Elisa Marconi ,mãe de Luiza e Daniel

Foto: Elisa Marconi

Paraty é uma cidade adorável. E, durante a Flip, vira realmente uma festa. O evento acontece desde 2003 e, a cada ano, apresenta surpresas e atrações diferentes. A cada edição, um escritor homenageado e, a cada festa, novidades para acolher bem as crianças.

Eu venho com a minha família desde 2009. Estivemos em todas as edições, com exceção daquelas que acontecem em ano de Copa do Mundo, porque a Flip sai de julho e entra em agosto e aí não dá para as crianças perderem três dias de aula. O que posso dizer, sem receio de errar, é que me tornei uma rata de Flip e, principalmente de Paraty, lugar mágico, histórico e colonial, que o Brasil preserva muito bem.

Este ano, a gente não vinha. Adultos trabalhando, crianças quase em aula. O coração estava apertado. Apertado. A gente lia sobre a programação e via a movimentação da Festa pela internet e a tristeza aumentada. A gente não ia. Mas, na quinta à noite, segundo dia de Flip, da redação da Pais&Filhos, avisei (Ou pedi) ao marido e aos filhos: “Pessao paoal, vamos meter o louco e vamos para a Flip!”. Os caras toparam o desafio, encontraram vaga na pousada que sempre ficamos e, voilá!, cá estamos em Paraty! Gratidão a todos os deuses da maluquice.

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Como viemos sem programação prévia, ou ingresso para as mesas com autores, o barato está sendo relembrar o que a cidade e a Festa tem de melhor para quem vem passear e curtir o clima festivo com as crianças. Fiz aqui, então, uma seleção do que vale mega a pena se você vier com seus filhos. Para este ano, não vai dar, mas já reserve uma semana em julho (data ainda a ser definida) para desbravar os encantos paratianos. Seguem aqui minhas sugestões:

  1. Andar à pé – quando perguntei ao meu filho do que ele lembrava de nossa primeira vinda a Paraty, ele, com 3 anos, mandou: pedras. Andar nas pedras. O calçamento de Paraty é todo de pedras cabeça de nego, irregulares e brincalhonas, chamado carinhosamente de “pé de moleque”. Por isso: crianças e adultos devem usar tênis. Sapena encontratilhas, saltos e sandálias abertas não combinam.
  2. Dispense o carrinho – não rola empurrar carrinho de criança pelo calçamento irregular. Aqui é colo, ou criança no chão.
  3. Almoce cedo – o serviço nos restaurantes é um pouco demorado e as casas lotam por volta de 13h. Assim, vale a pr um lugar legal para as crianças perto de meio dia. Assim ninguém chora de fome e nem de esperar na fila.
  4. Converse e pegue dicas com os paratianos – eles sabem as manias da cidade. Por exemplo, em maio, as ruas enchem de água na maré cheia.
  5. Abuse da praça da Matriz – É um lugar perfeito para descansar, ler, recarregar as baterias. Durante a Flip, as atrações para crianças se concentram ali.
  6. Leve um casaquinho – mesmo no verão, o vento que vem do mar faz cair a temperatura.
  7. Caça aos buraquinhos – existem mil lugarzinhos charmosos para comer, ou visitar, que pela fachada não se dá nada, mas por dentro é uma riqueza. Deixe a curiosidade das crianças falar mais alto, empurre as portas de madeira e descubra!
  8. Casa Sesc – durante a Flip o Sesc monta duas casas. Uma delas, mais pertinho do cais e da Igreja símbolo da cidade, é toda feita para crianças, com tapetes macios, almofadas, contação de história e programação especial. É um refúgio cansados.
  9. Doçuras – Paraty tem carrinhos tradicionais de doces brasileiros. De brigadeiro a musse de maracujá, passando por cocada e bolo de tapioca. Todos custam R$ 6,00 e são a melhor sobremesa do mundo.

 

 

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