Família

O cachorro ideal

Na hora de escolher a raça certa para sua família, avalie questões práticas, como o espaço e o tamanho do cachorro

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Depois de tanta insistência, seu filho te convenceu e vocês terão um cãozinho de estimação. Mas cachorros não são todos iguais, e escolher a melhor opção para a sua família pode não ser tão simples quanto parece. Segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia, que cuida das regras e normas para criação, registro e emissão de pedigrees, existem 173 raças diferentes no país. Imagine só avaliar todas elas para escolher a sua preferida!

Veja como adotar um cachorro

Mas fique tranquilo, não é uma missão impossível. O número de opções diminui bastante quando começamos a fazer algumas considerações práticas. A primeira delas deve ser o espaço livre na sua casa. Se seu apartamento é pequeno e mal tem espaço para um passarinho, opte pelas raças menores, claro. 

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É uma crueldade mantermos grandes animais em apartamentos pequenos e certamente isso trará problemas”, diz Ricardo Simões, pai de Adriana, Caio, Maria Elisa e Maria Carolina, Presidente do Conselho de Árbitros da Confederação Brasileira de Cinofilia.

Grande ou pequeno porte

Os cachorros de pequeno porte não têm tanta força, o que pode ser uma vantagem, principalmente com crianças em casa. Isso porque, por mais dóceis e pacientes que sejam, eles podem eventualmente reagir a um puxão ou um carinho feito com força, e nesses casos é que a reação de um micropoodle não se compara à de um labrador.

Mas se você tem espaço de sobra e seu filho está louco por um desses cachorros grandões, fique tranquilo, eles também podem ser uma boa opção. Os especialistas confirmam que, independentemente da raça, o mais importante ainda é a sociabilização do animal. 

Segundo Maria Lúcia Araújo, que é mãe de Guilherme e trabalha na Cão Cidadão, empresa que faz adestramento e consultoria de comportamento animal, “Um cachorro bem socializado, de qualquer raça, pode conviver bem com criança. Até mesmo quando tratamos de cães de guarda”.

Sociabilização

O veterinário do Hospital Santa Inês, Eduardo Pacheco, pai de Caio, concorda. “Filhotes que foram bem sociabilizados com crianças se tornam cães mais confiáveis no futuro, pois já estão acostumados e não irão estranhar os comportamentos típicos de crianças.”

Essa sociabilização deve ser feita nos primeiros 90 dias de vida do cachorro. A ideia é aproveitar que ele está com sua “janela de aprendizado” aberta para associar os barulhos de carros, a presença de estranhos e as brincadeiras das crianças com coisas positivas. 

A dica é deixar que a criança brinque com o cãozinho desde pequeno fazendo festa e dando biscoitos, assim ele irá associar a presença dela com algo bom, enquanto a criança aprende desde pequena a brincar sem machucá-lo.

Raças mais recomendadas

Mesmo afirmando que qualquer cachorro pode conviver com as crianças se bem sociabilizado, nossos especialistas admitem que existem, sim, raças mais predispostas, pois são bem mais dóceis e também mais tolerantes aos comportamentos típicos delas, como apertar, puxar, brincar ou gritar. Entre esses, foram citados cachorros de grande porte como golden retriever, labrador, collie, boxer, bulldog e bernese e também de pequeno porte como shih tzu, poodle, dachshund e yorkshire.

Diretamente do Facebook “Casa com criança é inevitável ter cachorro de raça brincalhona, carinhosa e que tenha o mesmo pique das crianças. Tenho três meninos e nunca poderia escolher um cachorro delicado. Ao mesmo tempo, tem que ser uma raça que possa ser adestrada. Golden é um cachorro extremamente inteligente, companheiro, brincalhão e carinhoso”. Carolina delboni, mãe de pedro, lucas e felipe.

(na foto: Helena, filha da Flavia e do Denis, com seu cachorro, Bigode. Você e sua família também podem aparecer na próxima edição!)

Consultoria     

Eduardo Pacheco, pai de Caio, é veterinário do Hospital Santa Inês. Maria Lúcia Araújo, mãe de Guilherme, é adestradora da Cão Cidadão.Ricardo Simões, pai de Adriana, Caio, Maria Elisa e Maria Carolina, é Presidente do Conselho de Árbitros da Confederação Brasileira de Cinofilia.