Colunistas

PequeNina

As aventuras com minha filha

 

Hoje cedo estava no carro, levando a Nina pra escola e batendo o maior papo.

Me lembrei de quando ela era pequenininha e algumas pessoas diziam, faça simpatia pra ela falar logo.  E eu respondia, não tenho a menor pressa, quando ela começar a falar, não vai parar mais. Risos…

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Realmente.   Hoje ela é muito articulada e puxa papo com todo mundo.

Costumo anotar coisas engraçadas que ela diz.  Outro dia fomos à academia onde ela faz natação, passamos pela sala de lutas, ela olhou pra mim e disse toda determinada: Papai, quero fazer aula de aJudô.  rsrsrs  

Aos finais de semana, geralmente ela nos acorda.  Bate na porta, entra depois do “pode entrar”, diz: Oi, tudo bem?! E pula na cama pra ficar “chamegando” entre o papai e a mamãe.  Nesse momento sempre pergunto: O que vamos fazer hoje e ela responde animada: Aventuraaas. 

A Luciana viajou para fazer shows e fiquei uma semana com a pequeNina por aqui.   Foram muitas aventuras, além de algumas noites dormindo na cama com o papai, claro! Fizemos muitas fotos pra mamãe “inclusive essa que ilustra a coluna de hoje, Nina com seu amigo Café”.

Falamos todos os dias no Skype e fizemos até vídeos pra ela. Ainda bem que a tecnologia nos ajuda hoje em dia. Quando faltava um dia pra mamãe voltar, perguntei à ela: “Filha, como está o coração de saudade da mamãe?”. Ela disse: “Papai, meu coração tá parado de tanta saudade, ele só vai voltar a se mexer quando eu encontrar com ela”. Achei tão lindo o que ela disse que me emocionei.

Falando em me emocionar, desde que a Nina nasceu, nunca fiquei mais de uma semana sem chorar. Ok, sempre fui chorão. Mas com uma filha tão carinhosa é impossível segurar a onda.

Me lembro da primeira vez que fui dar uma volta de carro com ela. Só nós dois.  
Fomos à consulta no pediatra e logo depois deixamos a Lu no shopping pra ir ao cabeleireiro. Estava o maior calor e resolvi tomar uma água de coco.  Senti uma responsabilidade tão grande por aquele ser tão pequeno que quando percebi, estava muito mais devagar que os outros carros.  

Com a mão esquerda segurava a direção e resolvi apoiar a direita na cadeira da Nina.  Estava com os pensamentos nesse novo momento da minha vida quando senti uma mini mão segurar um dos meus dedos. 

Chorei pra valer e agradeci por tanta felicidade.  A água de coco estava ótima e serviu pra me reidratar.

Abração do Ike, Pai da Nina.

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