Colunistas

Fotografia

Não importa o equipamento para as fotos, o lance é registrar os momentos e emocionar as pessoas

Outro dia, a jornalista de uma revista me perguntou o que mudou na minha vida depois do nascimento da Nina. Ao responder essa pergunta, percebi que até a minha carreira mudou.  Sou fotógrafo profissional há 15 anos. Comecei fotografando automobilismo e desfiles de moda. Bom, esses são os termos técnicos. Sendo mais direto: Carros de corrida e lindas mulheres!  

A fotografia me proporciona uma vida incrível!  Não estou falando de grana não, aliás o mercado mudou muito e acho melhor a gente pular essa parte… risos. Me interesso mesmo é pelo ser humano. Já fotografei para a Louis Vuitton e no dia seguinte, para a Febem. É uma experiência maravilhosa transitar por universos tão diferentes.

Mas a grande mudança aconteceu no parto da Nina. Resolvi fotografar e acredito que vivenciar aquele momento através da lente, me ajudou a suportar tamanha emoção. De lá pra cá, eu literalmente mudei o foco das minhas fotos. Fui diminuindo o ritmo das fotos de modelos e direcionando para crianças e famílias. 

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FECHAR

A câmera que mais uso para fotografar a minha filha, sem dúvida é a do celular. Hoje em dia, as câmeras dos celulares são ótimas e estão sempre no bolso. Às vezes faço questão de fazer umas com a câmera de verdade, mas o celular resolve muito bem.

Me lembro que quando eu era pequeno, que meus pais fotografavam e tinham que esperar três dias para revelar.  Logo depois aconteceu uma revolução: Revelação em uma hora.  Aquilo era muito chic!  

Quando comecei a fotografar, também usava filme, 12, 24 ou 36 poses. Eu me sinto um “tiozinho” quando mostro um rolo de filme para as crianças e elas não fazem ideia do que se trata. 

Eu digo que não sou velho, sou vintage. Bem melhor!! Mesmo com toda tecnologia, eu continuo fotografando com câmeras analógicas. Claro que não uso no dia a dia, mas tenho sempre uma na mochila pra fazer trabalhos autorais. Às vezes um filme dura uns três meses na câmera. E quando revelo tenho ótimas surpresas de momentos que nem me lembrava.

Amanhã vou fotografar um catálogo infantil. Eu adoro dirigir as crianças e me divirto com elas.

Hoje a Nina tem quatro anos, tenho fotos dela desde o ultrassom até hoje. Além de armazenar as fotos em hd’s, faço questão de ampliar uma boa quantidade. Aquela revelação que levava uma hora, hoje em dia nem precisa revelar, é só entregar o pen drive e esperar alguns minutos.

Agora estamos esperando um menino e eu já comecei o Book do ultrassom. No último que fizemos, fiz muitas fotos durante o exame, quando terminou, acenderam as luzes da sala e eu li uma placa bem grande: é proibido fotografar durante o exame. Quem criou isso não tem coração. Ainda bem que fiquei amigo do doutor que, gentilmente, liberou.

Essa foto que ilustra a coluna de hoje, fiz com o celular. Se eu fosse buscar a câmera grande, perderia o momento. Eu sempre digo, não importa o equipamento. O lance é registrar os momentos e emocionar as pessoas.   

Fotografem…  Mas se quiser sair na foto, me contrate!

Bjs e Abs do Ike.  Pai da Nina e do Baby que cada dia tem um nome. Aceitamos sugestões 😉

 

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