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It’s a… baby

Cinco intermináveis dias separam a oitava semana da gestação com o resultado do exame que diz o sexo do seu bebê

Quando o exame dá positivo, tudo que desejamos é que o bebê venha com saúde e traga alegria para a família. Mas, lá no fundo, meio como quem não quer nada, a gente pede uma “forcinha” para o sexo ser aquele que temos mais afinidade, não? Ahhh, eu pedi! E foi nessa semana que me deparei com a interminável espera do resultado da sexagem fetal, que, entre outras coisas, determinará se chamarei de Ela ou Ele o bebê que me habitará a minha barriga pelas próximas 31 semanas. 

Sempre me achei mãe de menino. Daquelas que pega a bola e sai correndo, que é moleca e piveta. E que tem mais jeito pra machucado no joelho do que pra frufru no cabelo. Talvez por só ter tido irmãs, talvez por instinto mesmo. 

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Teste feito por Nanna

E com o primeiro menino crescidinho, nessa segunda bateu aquela vontade de “ver qual é”! Ah, um casal é fofo. Um casal é a chance de criar um menino e uma menina. Uma menininha em casa….

Pronto, não segurei a onda e fiz o exame de sexagem fetal. Antes disso, nas tentativas, usei o Baby Today, um app que determina, não apenas os dias férteis, mas também a probabilidade de “escolha” do sexo. Dei preferência aos dias rosinhas da tabela e, após o sucesso da primeira etapa, parti pro exame de sangue. Sem essa de perninha fechada escondendo o sexo e surpresinha só na 16a semana. Quero logo chamar de menino ou menina.

O que eu não lembrava era dessa Tensão Pré Barrigão. Uma agonia gostosa, cheia de expectativas, como toda a gestação. Independente se é primeira ou segunda. Ansiedade Nível 10 de novo.

Sem contar das tantas diferenças entre as duas barrigas: azia bombando desde as primeiras semanas, bom dia com gosto de azedo, vômitos e dor de cabeça. Só o quarto escuro salva. Vontade temperar tudo com alho e a já esperada necessidade de sabores extremamente cítricos. Ah, o sono é igual. E muito.

Tudo isso, claro, gera mais precedentes para arriscar no palpite da menina. Ah, essa danadinha, já está me dando trabalho desde a barriga! E os palpites aumentam, multiplicam-se. “Você está mesmo com cara de mãe de menina”! Oi? Achei que cara de grávida era tudo igual: arredondada e ponto.

E o tal resultado da sexagem nada de sair. F5 mode on no computador, protocolo e senha já decorados. E os dois últimos dias separam o meu bebê da minha mente criativa, que já imagina a carinha, os olhinhos e o cabelo. Com ou sem lacinho de fita.

Uau! F5 e na tela e… entrou. O foco dos meus olhos diretamente para a palavra MASCULINO. Mesmo assim leio até o fim para comprovar de que sim, tem um cromossomo Y na parada. Pronto. Misto de alegria e tristeza no meu coração. Alegria, muita alegria! Mais um menino dentro de casa. O quinto neto de um lado, segundo do outro. Só de meninos. O quinto elemento do time de futsal. Nosso segundo filho, um menino!

Do outro lado, bem pequenininha, aquela pontinha de “como será ser mãe de menina? Queria viver essa experiência…” um sentimento estranho, não de querer TER uma filha menina e sim de querer SER mãe de uma menina. Algo que fica bem pequeno, aliás, desaparece com o grito do filho, agora mais velho: “oba!!!! Vou ter alguém pra descer e jogar bola na quadra!” É vai sim, filho! A minha vontade (ou será capricho?) desaparece perto da alegria da casa. O que importa é que venha com saúde, claro! Saúde dos meus meninos. E eu continuo reinando ao lado deles. Agora dos três. Um ainda crescendo dia após dia aqui dentro de mim!

It’s a baby… It’s a baby BOY!

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