Colunistas

Amor de irmão

Exame de ultrassom proporciona “encontro” entre o irmão mais velho e o que ainda está na minha barriga. Nasce, assim, o vínculo e o amor incondicional.

Eu já contei aqui da ansiedade de Gabriel em ver a cara do irmão que está na minha barriga. Esses dias ele até desenhou nela o que seria o “Mundo de Rafael”. E pergunta vai, pergunta vem, algumas pérolas aparecem: “Mãe, na sua barriga tem escola? Então como ele aprende a colocar a mão na boca, abrir e fechar os olhos e a se mexer?”. 

Ele também adora quando assistimos aos vídeos do ultrassom e ele pode avaliar as peripécias do irmão. Assim como os aplicativos para acompanhamento da gravidez, que mostram, por exemplo, que o bebê já faz xixi e acaba bebendo-o, pelo líquido. Mas nada, digo NADA, se comparou à ida ao exame de ultrassom, na semana passada. 

Confesso que estava receosa de levá-lo. Afinal, para mim, o momento do ultrassom é sempre tenso. Vai que… né? E aí ter de administrar o aparecimento de algum problema com uma criança de cinco anos do lado… sei não. Coisa de mãe. 

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Mas Rafael já está mexendo horrores e eu já consigo escutá-lo pelo My Baby Beat (app dos sonhos das mães curiosas, no qual é possível escutar o coração do bebê).  Então, para o morfológico de 22 semanas, eu tomei coragem, e lá fomos nós! 

Gabriel estava ansioso para ver a cara do bebê. E inicialmente demonstrou uma frustração pela imagem ser em preto e branco. “Mãe, ele vai nascer assim? Dessa cor? Não vai ter cor?”. Mas logo depois, o doppler salvou a tarde, com as suas rajadas coloridas. A médica também ajudou, colocando a imagem em diferentes cores, as cores preferidas do Gabriel. 

Ele mexeu no gel, na barriga, conversou com o irmão e ficou encantado com a imagem 3D. Eu, que nem pensava no exame 3D, lá pra 28a semana, já comecei a reconsiderar a possibilidade de fazê-lo, só para meu mais velho ver a carinha do meu mais novo. Fofo demais. 

Possibilitar que ele vivesse essa experiência me deixou feliz. Ele veio agradecendo por ter visto o irmão, ficou falando sobre o passeio ao médico do bebê o resto da tarde e não desgruda das fotos. Faz carinho nelas e tudo. Está vivendo um conto de fadas e de amor com o irmão mesmo sem nem ter tocado nele ainda. 

 É nítido o sentimento de amor e carinho que ele já demonstra. E aquele meu medo, dos cinco anos de diferença entre eles, vai ficando muito pequeno, considerando as semanas que passam e a hora de ter Rafael aqui, que se aproxima. 

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