Bebês

Conheça os 4 maiores mitos da amamentação

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

25/03/2013

O Ministério da Saúde afirma que apenas 52% dos bebês com até quatro meses são amamentados exclusivamente com leite materno, sendo que a recomendação é que a criança consuma o leite até pelo menos os seis meses. E umas das principais causas que levam as mães a desistirem da amamentação é a desinformação. A médica neonatologista Renata Carolina Garcia Lamano, da maternidade Amparo Maternal, esclarece quais são os principais mitos sobre a amamentação.

1.   Leite materno fraco

Anúncio

FECHAR

De acordo com a médica, é cientificamente comprovado de que não existe leite fraco. A qualidade do leite materno é ideal ao bebê e a maior parte das mulheres é capaz de produzir leite suficiente e adequado para seu filho.  O mito do leite fraco normalmente está associado ao fato do bebê chorar muito e/ou querer mamar a toda hora. “Nos primeiros meses o choro é a única forma de comunicação da criança. O bebê quer mamar a toda hora no início da vida porque ele está aprendendo a mamar então pode se cansar e necessitar de repouso antes de continuar a mamada”, esclarece.

Além disso, a digestão do leite materno é mais rápida que a do leite de vaca (fórmula infantil). “O leite materno é melhor porque foi comprovado que contém 250 substâncias de proteção ao bebê”, conta a profissional. Então fique tranquila, o leite materno será suficiente para seu bebê até o 6º mês de vida.

2.   Não pode tomar remédio durante a amamentação

A maioria dos medicamentos é compatível com a amamentação. “Poucos são os fármacos formalmente contraindicados e alguns requerem cautela ao serem prescritos durante a amamentação, devido aos riscos de efeitos adversos nos lactentes e/ou na lactação”, reforça Renata.

3.   Preparar o mamilo na gestação

A neonatologista recomenda que a mulher se informe sobre a amamentação durante a gestação, para que isso facilite sua experiência após o nascimento do bebê. “Na hora da dificuldade, a informação ajudará a vencer os obstáculos. Além disso, a mulher pode se preparar psicologicamente e acreditar que seu corpo está preparado e pronto para produzir leite”, pontua.

Mas a especialista alerta que outras preparações em mamilos, como o uso de buchas, não são indicadas durante a gestação.

4.   Leite do peito é insuficiente

A maior parte das mulheres é capaz de produzir leite em quantidade suficiente para o seu filho. Quando existe dificuldade no início da amamentação, e o bebê não consegue sugar o seio adequadamente, a produção de leite pode diminuir devido à sucção inadequada e também  à insegurança e nervosismo da mãe frente a essa situação. “Esses fatores contribuem para a crença de que a mãe não produz leite suficiente para seu filho. Por isso, é extremamente importante que o bebê esteja bem posicionado para a amamentação, abocanhando bem aréola (mamilo) e o bico do peito. Assim a produção suficiente do leite estará garantida”, conclui.

Além dessas questões, durante a amamentação, a mãe deve evitar fumar (pode diminuir a produção de leite além de ser tóxico), doses excessivas de cafeína (podem deixar o bebê irritado e sem sono) e o álcool (destrói as células nervosas e deixa o bebê sem fome, levando ao baixo ganho de peso ). “Em relação aos alimentos, a mãe deve evitar principalmente os excessos alimentares e de condimentos que possam alterar o sabor e /ou o odor do leite, como o alho, a cebola, o nabo, a couve, o brócolis”, explica Renata.

Pais&Filhos TV