Bebês

20 respostas sobre amamentação que toda mãe deve saber

Quando nos preparamos para fazer o aleitamento, muitas dúvidas surgem. Especialista respondeu a perguntas sobre o assunto

Redação Pais&Filhos

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Amamentar é um dos momentos mais esperados pela grávida. Aquela imagem da mãe segurando seu filho e o alimentando – de tudo o que ele precisa: nutrientes, anticorpos, vitaminas e amor – é um símbolo. Apesar de algumas dificuldades que podem surgir, hoje existem profissionais preparados para ajudar às mães de primeira (ou outras mais) viagem sobre posição, segredos para ter leite em maior quantidade, horários e frequência do aleitamento, desmame e muito mais. Um desses grupos de profissionais especializados são os enfermeiros do Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno (GIAM).

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A Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, possui este grupo de profissionais que ajudam e dão força às novas mães nessa fase da vida delas e dos bebês. Conversamos com a enfermeira do berçário e Maternidade da Casa de Saúde São José, Alessandra Souto, que respondeu a 20 perguntas sobre grandes dúvidas que as mulheres têm sobre o aleitamento materno, esclarecendo um pouco mais sobre este assunto tão importante.

 

1-      Quais os principais problemas que levam as mães a não amamentar? Quais as principais causas?

Falta de orientação, dificuldade de posicionar o bebê no seio, traumas mamilares, alguns mamilos  invertidos e planos, preocupação com a estética das mamas e medo de sentir dor.

2-      Quais os motivos que realmente impedem a amamentação?

Algumas doenças infecciosas como por exemplo HIV ou uso de medicamentos que contraindique a amamentação.

3-      Quais as dicas que você dá para as mães de primeira viagem para facilitar o aleitamento? Isso já pode ser feito desde a gravidez?

Sim, o ideal é se preparar desde a gravidez lendo sobre o assunto ou fazendo curso preparatório (cursos de gestante) oferecidos pelas principais maternidades

4-      Ao chegar em casa pós-parto e a mãe tiver problemas no aleitamento, a quem ela pode recorrer? Ao chegar em casa e vivenciar alguma dificuldade no aleitamento materno, a mãe poderá contatar a maternidade onde ela teve o bebê, pois algumas, como a Casa de Saúde São José, presta orientação pós-alta, realizadas por enfermeiras. Outros recursos: o  pediatra do bebê ou o seu obstetra.

5-      De quanto em quanto tempo a criança deve amamentar nas primeiras semanas?

A amamentação deve ser livre, sem horários pré-estabelecidos. O bebê deve ser levado ao seio sempre que solicitar, porém caso o bebê não solicite num prazo de 3 a 4 horas de intervalo ele deverá ser acordado para mamar.

6-      Como funciona o processo para doação de leite? Qual a importância disso?

Algumas  mães produzem leite materno em excesso que pode ser retirado e armazenado para ser doado a bancos de leite materno. Tal doação é um ato de solidariedade e ajuda a salvar muitos bebês prematuros.

7-      É bom que a mãe acorde a criança durante a noite (ou quando está dormindo) para dar o leite? Sim, pois a mãe deverá manter uma frequência de sucção para não atrapalhar a produção de leite materno e além do mais o bebê não pode ficar em jejum prolongado.

8-      O tipo de parto influencia na amamentação? É verdade que o parto normal facilita?

 Sim, o parto normal favorece a amamentação. O hormônio chamado ocitocina, ao ajudar nas contrações do trabalho de parto, também atua nas mamas.

9-      A alimentação influencia no leite da mãe?

 A orientação é que a mãe mantenha uma alimentação saudável e uma ingestão de líquidos adequada. É mito crer que determinados alimentos influenciem na produção de leite ou na cólica do bebê.

10-  Como o álcool e o cigarro interferem na amamentação?

Substâncias nocivas como o álcool e o cigarro são prejudiciais à saúde materna e de seu filho, pois o consumo de bebida alcoólica pode deixar o bebê sonolento, comprometendo seu interesse para mamar. Já o cigarro pode comprometer a produção de leite materno.

11-  Quais remédios a mãe deve evitar durante o aleitamento?

 Qualquer medicamento não deve ser tomado sem prescrição médica, pois este profissional é a pessoal indicada para orientar quais os medicamentos permitidos. A maioria das medicações utilizada no pós-parto não causa prejuízos à amamentação.

12-   Como saber se a criança está engordando, se o leite (a qualidade e quantidade) está suficiente?

Na primeira consulta com o pediatra que ocorre em torno de 7 a 15 dias de pós-parto, o bebê será pesado e este médico avaliará se o leite materno está sendo suficiente.

13-  Até quando dar o peito?

O seio materno exclusivo deve ser oferecido no mínimo por um período de 6 meses e sua duração máxima vai depender da disponibilidade materna e interesse do bebê. O ministério da saúde orienta que o aleitamento materno continue pelo menos até os 2 anos.

14-  Tem algumas dicas para as mães que trabalham? Como ordenhar o leite durante o período? Como guardar? Durante a licença, ela pode já se preparar para este momento? Como?  

 Ao retomar o trabalho a mãe poderá armazenar o leite materno para que outra pessoa possa oferecer para o bebê na sua ausência. É importante manter o estímulo das mamas simulando o ritmo de sucção do bebê afim de garantir a produção de leite materno.  Ordenha deve ser feita de preferência manualmente e coletado num frasco de vidro fervido previamente. O leite deve ser armazenado na geladeira ou freezer e esta coleta deverá ser iniciada 15 dias antes do retorno ao trabalho.

15-  Como conciliar a alimentação (após os seis meses) com a amamentação?

 Após os seis meses de vida do bebê, o pediatra introduzirá gradualmente outros alimentos na dieta para serem conciliados ao leite materno. Alimentos como papinhas, sucos e sopinhas serão alternados as mamadas de acordo com orientação do pediatra.

16-  Estou amamentando e ainda não menstruei – posso ou devo tomar pílula?

  O método anticoncepcional a ser utilizado deve ser orientado pelo seu ginecologista. É possível utilizar pílula anticoncepcional sim, porém tem que ser uma pílula específica, pois o uso de anticoncepcional errado pode comprometer a produção de leite materno.

17-   Como a mãe deve conciliar o exercício físico com a amamentação? Isso interfere na qualidade do leite?

A atividade física é benéfica para a mãe, porém o exercício físico excessivo e exaustivo na quantidade de leite, pois nesta fase a mulher deve poupar energia e líquidos para produção de leite materno. Assim que o médico liberar a mãe deverá escolher uma atividade física moderada como por exemplo caminhada.

18-  Pessoas que tem bico invertido, bico plano… Quais as dicas para facilitar o aleitamento?

Existem produtos que pode ser utilizados após o parto que facilitam o aleitamento materno. Costuma-se orientar o uso de concha de amamentação para ajudar no alongamento do mamilo e o bico de silicone para auxiliar o bebê a sugar. Durante a gravidez deve-se evitar a manipulação das mamas, uma vez que pode desencadear trabalho de parto.

19-  Qual a importância da Semana de Aleitamento Materno?

A comemoração do aleitamento materno sensibiliza a sociedade para apoiar e incentivar as mães a amamentar. Além de ajudar a promover o aleitamento materno levanta a questão da doação de leite humano que ajuda a salvar vidas.

20-  Quais são os maiores mitos sobre aleitamento que devemos combater?

Os maiores mitos são: imaginar que o colostro e o leite materno são fracos e não alimenta.

Consultoria: Alessandra Souto, enfermeira do berçário e Maternidade da Casa de Saúde São José e também integrante do Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno da Casa de Saúde São José.

Sobre o GIAM:

O GIAM (Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno) foi criado em 2003, em caráter experimental. Em 2003, graças aos resultados positivos, a Casa de Saúde São José adotou o serviço;

  • As enfermeiras do GIAM orientam às mães sobre como amamentar corretamente. Além disso, esclarecem dúvidas durante o todo o tempo em que a paciente permanece internada na instituição;
  • Com esse serviço, a Casa de Saúde São José buscar orientar, esclarecer dúvidas e, acima de tudo, incentivar a amamentação pelo maior tempo possível.