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Não deu praia! Cinco marcas de protetor solar não passam em teste

Produtos avaliados pela PROTESTE não oferecem proteção indicada

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

A PROTESTE Associação de Consumidores testou dez marcas de protetor solar para o rosto e descobriu que metade dos produtos apresentava proteção inferior a indicada na embalagem.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite uma variação de até 17% em relação ao que é prometido. Produtos das marcas Sundown, L’Oreal, ROC, Sunmax e La Roche Posay tinham acima desse percentual. Em primeiro lugar da lista, está La Roche Posay, com 42% a menos do que o indicado de fator de proteção solar (FPS).

Também foi avaliado pela PROTESTE a proteção UVA dos produtos. A norma da Anvisa é que a proteção UVA seja um terço do FPS. Um protetor com FPS 60, por exemplo, precisa ter proteção UVA, pelo menos, igual a 20. Neste teste, o protetor da L’Oreal foi o que se saiu pior. O produto tem apenas 26% do FPS rotulado ao invés dos 33% exigidos para UVA.

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Os raios UVA são os responsáveis pelo bronzeamente e também pelo envelhecimento precoce, pois atingem as camadas mais profundas da pele. Já o FPS se refere à capacidade dos protetores filtrarem radiação do tipo UVB, que atinge a camada mais superficial da pele, mas pode causar vermelhidão, queimaduras e até câncer de pele.

Protetores faciais das marcas Natura, Nivea Sun e Cenoura e Bronze passaram no teste como produtos de boa qualidade. Já O Boticário e Cetaphil foram indicados como média qualidade.

Diante dos resultados, A PROTESTE solicitou aos fabricantes dos produtos com FPS inferior ao indicado que corrijam a informação nos rótulos dos protetores solares. Também foi pedido pediu à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, que obrigue os fabricantes a fazer um recall desses protetores. Os fabricantes teriam que comunicar a quem os adquiriram, que o FPS é inferior ao informado no rótulo.

Posicionamento da  L’Oréal

A L’Oréal refuta, de forma absoluta, os resultados apresentados pela Proteste e desconhece os critérios utilizados na realização dos testes em protetores solares conduzidos por esta entidade. O Grupo e suas marcas La Roche-Posay e L’Oréal Paris não foram informados sobre o laboratório no qual foram feitos esses testes, tampouco as condições e os resultados detalhados dos mesmos.

A L’Oréal reafirma seu compromisso com a saúde da população brasileira e fornece produtos seguros e de alta eficácia. Todos os testes de nossos produtos solares – em particular os referentes a segurança e eficácia – foram analisados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme regulamentação sanitária vigente.

Ao contrário da Proteste, a L’Oréal apresenta, com total transparência, as análises feitas por laboratórios independentes e de reconhecimento mundial, utilizando as metodologias ISO 24444:2010 (FPS) e ISO 24442:2011 (PPD).

Os testes dos produtos Anthelios XL Fluide FPS 70 (La Roche-Posay) e Solar Expertise Invisilight FPS 50 (L’Oréal Paris), que foram feitos nos laboratórios Dermscan, IEC France e Poland Dermscan, apresentam resultados absolutamente divergentes dos informados pela Proteste, conforme abaixo:
Resultados:

– Anthelios XL Fluide FPS 70
(testes realizados pelo Laboratório Dermscan):
FPS = 85,4
UVA: 44,5

– Solar Expertise Invisilight FPS 50
(testes realizados pelos Laboratórios IEC France e Poland Dermscan):
FPS = 58,9
UVA: 23,2

A ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos também divulgou uma nota sobre a pesquisa da PROTESTE, em que” refuta, mais uma vez, os dados divulgados relativos à eficácia dos protetores solares.
A Proteste vem utilizando, ao longo dos anos, testes não reconhecidos pela comunidade científica internacional, apresentando resultados altamente questionáveis sobre produtos que há anos são consolidados no Brasil e no mundo. Apesar de mencionar na presente comunicação ter seguido as metodologias requeridas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Proteste continua não informando o laboratório que realizou a análise e não fornece os detalhamentos necessários que asseguram as condições em que foram feitos os testes.”

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