Criança

Vídeo: Brincar é mais importante do que você imagina!

Rolou um bate-papo no nosso Facebook com a Priscila Cruz sobre o assunto

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

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Brincar é sinônimo de ser criança (Foto: Shutterstock)

Para relembrar o direito de brincar da infância, a UNESCO estabeleceu, em 1999, uma data específica na qual o Dia Mundial do Brincar é comemorado. Por isso, muitos países aderiram à ideia e fazem questão de, no dia 28 de maio, relembrar essa grande obrigação diária de toda criança. 

Ninguém melhor para falar sobre a importância dessa data do que Priscila Cruz, presidente executiva do movimento “Todos pela Educação” e mãe de Maria Fernanda e Mariana. No dia 14 de abril, ela participou de um live na nossa redação ao lado da editora da revista, Andressa Simonini, filha de Branca Helena e Igor, e da editora de digital, Vanessa Teodoro, mãe de Lucas. Abaixo, veja o resumo de como foi essa conversa!

Você também pode assistir ao vídeo com todo o bate-papo! 

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(Foto: Pais&Filhos)

Andressa Simonini, Priscila Cruz e Vanessa Teodoro durante o bate-papo transmitido ao vivo na nossa página do Facebook (Foto: Pais&Filhos)

Importância do brincar livre

“O brincar não é chato, não é amargo, não faz mal,” afirma Priscila. Pelo contrário, é uma necessidade do ser humano e, principalmente, das crianças. “A criança pode parar e ficar até entediada. Quando a criança está entediada e não tem muito o que fazer, acaba inventando a brincadeira”, diz ela. E é assim que se brinca: errando, descobrindo e, principalmente, tendo liberdade.

Vanessa complementou que “a brincadeira tem um papel muito importante no desenvolvimento da criança físico e psicologicamente”. E ela tem toda a razão. O brincar pode ser dividido em três dimensões. São elas: aspecto social e emocional, à medida que ajuda a reconhecer e controlar os sentimentos e emoções; cognitiva, já que influencia no aprendizado da linguagem; e física, visto que brincar compreende movimentação corporal. 

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Entre o brincar e a brincadeira

De olho no tempo e no espaço

“Exige-se muito mais da criança hoje do que no passado”, considera Andressa. A correria dos tempos modernos é refletida no estilo de vida que as crianças levam, repletas de compromissos e atividades extracurriculares. Natação para cá, karatê para lá, dança aqui, inglês ali. A vida dos filhos é tão corrida quanto a vida dos pais. Para Priscila, o ideal a ser feito é repensar na necessidade das atividades e na frequência delas por semana. “Eu reduzi pela metade os compromissos de fora da escola das minhas filhas,” exemplifica. 

E é contraditório: “a mãe coloca a criança em várias atividades, mas, na verdade, é o brincar que vai ser a base para as boas notas das crianças”, reforçou Priscila. Além disso, outros benefícios na saúde, como o fortalecimento das conexões no cérebro e da inteligência emocional são comprovados. 

Não é preciso haver uma brinquedoteca, nem mesmo um campo de futebol para que uma criança possa brincar. “Uma caixa pode se transformar numa caverna, num foguete, numa casa. Ali é o espaço que ela tem para brincar e ela vai criar milhões de coisas dentro disso,” Priscila lembra. Ela ainda acrescenta que “o brinquedo é um meio, um facilitador, mas em cem mil anos o ser humano não precisou de brinquedos para brincar. A gente improvisava.”

Papel dos pais

Os pais, primeiramente, devem entender que a brincadeira é importante e deve ser incentivada.  Como observadores, eles devem estar presentes. “A criança não deve ser orientada e os pais não podem ser criativos no lugar dela,” diz Priscila. Ficar como juiz, determinando o tempo e a hora das brincadeiras não é nada bom, já que encurta a liberdade que a criança precisa ter para brincar. 

Além disso, é inegável que os filhos vivem em uma realidade diferente da dos seus pais. A tecnologia, hoje, existe e não há como negar que ela fará parte da vida das crianças. “O que pode ser cortado é o tempo diante da televisão e do iPad.”

Neste dia 28 de maio, reserve um tempo especial para colocar todos esses conselhos em prática. Deixe que o seu filho viaje pelos mundos que ele desejar. Que o combustível seja a imaginação. E que o brincar seja livre e habitual.