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A escolha por começar em Curaçao

"Nosso barco é uma linda casinha flutuante e nela a vida funciona normalmente"

(Foto: arquivo pessoal)

(Foto: arquivo pessoal)

O nosso Barco é um catamarã Fontaine Pajot de 44 pés, fabricado na França. Compramos ele na Martinica, uma ilha francesa no meio do Caribe.

Escolhemos comprar fora do Brasil por conta do valor (menos da metade do que seria no Brasil), facilidade no processo de compra e variedade (milhares de barcos à venda de tudo quanto é preço e tamanho).

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Escolhemos um catamarã pelo conforto e espaço. Nosso barco é uma linda casinha flutuante e nela a vida funciona normalmente. Só precisamos ter atenção com água e com a luz, pois apesar do barco ser capaz de fazer água e energia tem um limite, o que exige da gente mais organização e controle no dia a dia.

Aqui no Caribe, a época de furacão é entre julho e novembro o que nos obrigou a descer com nosso barco indo mais ao sul, quase colado na América do Sul. Tínhamos como opção Bonaire, Granada e Curaçao.

Depois de pesquisarmos um pouco e conversamos com algumas pessoas, escolhemos Curaçao como nosso primeiro destino para começar a viagem.

Acabamos trazendo muitas coisas da nossa casa do Brasil para o nosso barco, pois não tínhamos ideia do que iríamos encontrar por aqui, mas logo que chegamos percebemos que muitas coisas poderíamos ter comprado por aqui mesmo, Curaçao surpreendeu! Achamos de tudo, inclusive, várias grandes lojas de departamento.

Foi também o melhor custo x benefício de Marina comparado às outras ilhas.
O fato de estarmos em uma Marina tem facilitado a nossa adaptação com conforto e segurança. Temos banheiro, um bom chuveiro e lavanderia à disposição. As crianças têm espaço para brincar e temos feito varias caminhadas por aqui. Às vezes, morro acima, outras, morro abaixo

Também tivemos a sorte de fazer novas amizades com outros cruzeiristas que moram a bordo. Nossos finais de tarde tem sido maravilhosos. Sempre banhados com um céu colorido. Em alguns dias saímos de caiaque. Em outros, vamos de bote fazer um happy hour em um bar que fica próximo de onde estamos. Várias vezes o dia se encerra simples na proa do barco com céu alaranjado.

Curaçao é uma ilha grande. Pra quem vem conhecer a ilha é imprescindível um carro. A Marina que estamos fica longe de tudo e a gente tem alugado carro vez ou outra para fazer compras de mercado ou resolver coisas para o barco.

A moeda utilizada aqui é o Florim que equivale 1.8 dólar. As nossas refeições são todas no barco, fora os dias de happy hour, quando gastamos em torno de 80 florins. Em todos os lugares se aceita dólar e fazem a conversão automaticamente na hora que você vai pagar.

A parte ruim para quem vem de barco é que Curaçao não é uma ilha para velejar pelas praias, pois fica muito exposta ao vento. Saindo do canal que estamos o vento é forte e o mar é bem agitado. Então o máximo que a gente faz é dar uma volta com o barco dentro da Spanish Water, a baia principal onde ficam todos os velejadores e Marinas.

Mas aqui estamos protegidos de furacões, temos boas e grandes lojas disponíveis, as praias são lindas, as pessoas são bem hospitaleiras e começar por Curaçao foi uma decisão acertada.

Agora estamos nos preparando para fazer a primeira velejada da família Itacaré. Em breve estaremos indo para Bonaire e mandarei notícias de lá.

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