Recém-Nascido

Vacinação em prematuros: saiba quais as especificações e o que muda

Os pais devem estar atentos a alguns detalhes

Carolina Piscina

Carolina Piscina ,filha de Ana Maria e Osvaldo

(Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

Quando se trata de bebês prematuros, muitos cuidados extras são necessários. Entre os cuidados que os pais devem se preocupar, estão as vacinas. Essa recomendação se deve especialmente ao fato de que o sistema imunológico é imaturo e a criança terá mais chances de complicações se adquirir infecções.

Algumas pessoas podem fazer confusão sobre as datas, mas isso não é necessário. “O importante é considerar a indicação da vacinação pela idade cronológica, isto é, esquecer com quantos meses ele nasceu e contar que ele tem 30 dias de vida, por exemplo, após 1 mês de nascido”, explica Marilene Lucinda, mãe de João Gabriel, médica especialista em vacinas e gerente corporativa de clínica médica do Grupo Hermes Pardini.

Leia também:

Anúncio

FECHAR

10 causas que levam à prematuridade

Pessário: conheça o dispositivo que pode ajudar a evitar parto prematuro

Mãe de prematuro doa 57 litros de leite enquanto não pode amamentar

O prematuro precisa tomar todas as vacinas da criança que nasce no tempo previsto. O que muda são algumas recomendações. Por exemplo, para tomar as vacinas de BCG, o bebê deve ter atingido 2kg e ele receberá uma dose a mais da vacina Hepatite B, para reforçar o esquema básico. As outras vacinas seguem o calendário regular.

“A vacina Rotavírus merece atenção especial, pois é a única vacina de vírus vivo que deve ser realizada nesta faixa etária, mas só deve ser aplicada após a alta hospitalar, respeitando-se a idade máxima limite para administração da primeira dose (3 meses e 15 dias)”, afirma a especialista. Ou seja, caso o prematuro fique por mais de 3 meses e 15 dias, ele não poderá receber a Rotavírus depois.