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Procedimento preserva óvulos de mulheres em tratamento oncológico

O tratamento garante a fertilidade de mulheres após vencerem o câncer

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

A nova técnica é direcionada a pacientes em tratamento oncológico (Foto: Shutterstock)

Chegou ao Brasil uma nova técnica que preserva a fertilidade de mulheres que passarão por tratamentos oncológicos. Esses procedimentos podem deixar as pacientes inférteis e, muitas vezes, elas não têm o tempo hábil para congelar óvulos ou embriões após o diagnóstico do câncer. O congelamento do tecido ovariano é uma possibilidade para que as mulheres possam manter o sonho de serem mães.

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“A técnica é muito recente, e seus resultados são bastante promissores. Mais de 60 bebês já nasceram através do reimplante de tecido ovariano em diversos locais do mundo”, explica Maurício Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, pai de Leonardo.

Primeiro, é realizada uma biópsia do ovário e parte do tecido contendo alta concentração de óvulos é retirada e congelada. O procedimento é parecido com o congelamento de gametas (óvulos e espermatozoides), porém sua eficácia é maior. “Este método tem mais potencial do que o congelamento de gametas, pois a quantidade preservada de óvulos é bem maior. No entanto, é fundamental que as mulheres tenham no máximo 34 anos, sendo o ideal antes dos 30”, afirma Eduardo Motta ginecologista e obstetra do Centro de Reprodução Humana do Santa Joana .

O procedimento não interfere no tratamento contra o câncer e a paciente fica internada entre um ou dois dias. “Aqui no Santa Joana, temos óvulos de mulheres sadias congelados há mais de 10 anos, mas o congelamento de tecido pode trazer uma expectativa melhor de sucesso. Porém, só iremos utilizar o tecido e reimplantá-lo após a paciente ter alta do tratamento oncológico”, esclarece Motta.

Após a liberação do oncologista para uma gravidez, realiza-se o reimplante do tecido armazenado. Caso obtenha sucesso, este procedimento pode proporcionar uma gestação natural, induzida por hormônios, ou, na impossibilidade, por meio da técnica de Fertilização in Vitro (FIV).

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